segunda-feira, 16 de abril de 2012

POSSESSÃO = INCORPORAÇÃO


03.9 - POSSESSÃO:

POSSESSÃO = INCORPORAÇÃO
Muitos confundem obsessão com possessão. Entretanto, é preciso que não se confunda uma situação com a outra. Para o espiritismo tratam-se de coisas diversas e que foram estudadas por Kardec. Segundo o escritor espírita Marcos Milani "Obsessão é a ação persistente que um mau Espírito exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, desde a simples influência moral sem sinais exteriores sensíveis até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais".
Já a possessão é a ação que um Espírito exerce sobre um indivíduo encarnado, substituindo-o temporariamente em seu próprio corpo material. Esta ação não é permanente, nem integral, considerando-se que a união molecular do perispírito ao corpo opera-se somente no momento da concepção".
Muitos médiuns incorporam espíritos 'que possuem o corpo para se expressar. Essa posse do corpo pode ser feita por um espírito inferior com objetivos escusos e prejudiciais, como também por um espírito bom e iluminado, que usa o corpo do médium para transmitir ensinamentos e realizar outros atos louváveis.

Segundo Allan Kardec:
"A obsessão sempre é o resultado da atuação de um Espírito malfeitor. A possessão pode ser o feito de um bom Espírito que quer falar e, para dar mais impressão sobre os seus ouvintes, toma emprestado o corpo de um encarnado, que este lhe cede voluntariamente como se empresta uma roupa. Isto se faz sem nenhuma perturbação ou incômodo e, durante este tempo, o Espírito se encontra em liberdade como em um estado de emancipação e freqüentemente se conserva ao lado de seu substituto para o ouvir".

Resumidamente, a possessão pode ser realizada por espíritos bons e maus, ao passo que a obssessão é sempre obra de espíritos inferiores que podem levar o obsediado a situações críticas tanto do ponto de vista físico como mental.

O que é Possessão?
Em a Gênese, Kardec faz referência à obsessão e à possessão. Ele diz que, na obsessão, o espírito atua exteriormente por meio de seu períspirito, que ele identifica com o do en­carnado; este último encontra-se, então, enlaçado como numa teia e é constrangido a agir contra sua vontade.
Na possessão, em lugar de agir exte­riormente, o espírito livre se substitui, por assim dizer, ao espírito encarnado; faz do­micílio em seu corpo, sem que todavia este o deixe definitivamente, o que só pode ter lugar na morte.

A possessão é sempre temporária e in­termitente, esclarece Kardec, pois um es­pírito desencarnado não pode tomar de­finitivamente o lugar de um encarnado, dado que a união molecular do períspirito e do corpo não pode se operar senão no momento da concepção.

O espírito em possessão momentânea do corpo dele se serve como se fosse o seu próprio corpo; fala por sua boca, enxerga pelos seus olhos, age com os seus braços, como o teria feito se fosse vivo. Já não é mais como na mediunidade falante, na qual o espírito encarnado fala transmitin­do o pensamento de um espírito desencar­nado; é este último mesmo que fala e que se agita.

A possessão pode ser o feito de um bom espírito quê quer falar e, para fazer mais impressão sobre seus ouvintes, toma em­prestado o corpo de um encarnado, que lhe cede voluntariamente, tal como se em­presta uma roupa. Isso se faz sem nenhu­ma perturbação ou incômodo, e durante esse tempo o espírito se encontra em liber­dade, como no estado de emancipação, e com mais frequência se conserva ao lado de seu substituto para ouvir.

Já quando o espírito possessor é mau, as coisas se passam de outro modo; ele não toma emprestado o corpo, mas se apodera dele, caso o titular não tenha força moral para resistir. Ele o faz por maldade diri­gida contra o possesso, a quem tortura e martiriza por todas as maneiras até pre­tender fazê-lo perecer.
Fonte: Espiritismo & Ciência Especial - nº 21 - 30 Questões Essenciais do Espiritismo

terça-feira, 6 de março de 2012

A ESPIRITUALIDADE E REENCARNAÇÃO DOS ANIMAIS




Há tempos temos recebido perguntas sobre a espiritualidade dos animais. Para tanto, empresto as ponderadas palavras do médico veterinário Marcel Benedeti, fundador da Asseama (http://www.asseama.com.br/index.html), e que teve toda sua breve vida dedicada a esclarecer as pessoas (inclusive os espíritas) sobre a necessidade de respeitar os animais, até seu falecimento no início deste ano. Benedeti publicou sete livros: "Todos os Animais Merecem o Céu"; "Todos os Animais São Nossos Irmãos"; "Animais no Mundo Espiritual", "A Espiritualidade dos Animais"; "Histórias Animais que as Pessoas Contam, Errar é Humano – Perdoar é Canino", "Os Animais Conforme o Espiritismo"; "Animais: Tudo o que Você Precisa Saber", e o último "Os Animais conforme o Espiritismo".

Sabemos que os animais têm espíritos e sentimentos e, como nós, estão passando por um processo evolutivo. Nós, buscando o aperfeiçoamento moral e espiritual; eles, evoluindo nas diversas espécies. Quanto a questão da reencarnação dos animais, no Livro dos Espíritos temos na questão 598 – A alma dos animais conserva depois da morte sua individualidade e a consciência de si mesmo? “- Sua individualidade, sim, mas não a consciência do seu eu. A vida inteligente permanece no estado latente.”

Os animais são como nós: quando morrem, também são encaminhados para a dimensão espiritual e são acolhidos por equipes que os tratam e alimentam. Isto porque Os animais são mais ligados aos hábitos alimentares que os humanos e, então, apesar de não precisarem para manter seus corpos físicos — que não possuem mais —, são alimentados.

Os animais são agrupados por afinidade, para evitar as disputas que são comuns também neste plano. Eles mal distinguem as duas dimensões. Para eles estarem aqui ou lá é a mesma coisa. Por isso, um cão que deteste gatos, ao se deparar com um deles lá, o atacaria e o outro tentaria defender-se, usando seus instintos que estão impressos no seu corpo espiritual. Se tivéssemos uma boa vidência, notaríamos, talvez, a presença de espíritos de animais à nossa volta, pois eles transitam facilmente entre as duas dimensões sem distingui-las.

Aliás, outro aspecto próprio dos animais é sua vidência. Eles são naturalmente videntes. Eles vêem espíritos de seres humanos, por exemplo, que nós mesmos veríamos com dificuldade, sem distinguir praticamente em que dimensão estão vendo. Tanto vêem a nós quanto aos espíritos que estão ‘em outras dimensões'.

Quanto à vida dos animais entre nós, cada qual tem seu roteiro de aprendizado, e, ao final de algum estágio, é necessário iniciar outro. E para atravessar para a fase seguinte, é necessário passar pela experiência da desencarnação. As situações onde haja sofrimento fazem parte de seu aprendizado ou de seus donos. Nisto não podemos interferir, assim como não o fazemos em nossa própria vida.

Mas o importante nessa dinâmica é a possibilidade de reencarnação também dos animais. Embora não tenham o livre arbítrio dos espíritos humanos, poderão amadurecer e retornar como animais mais evoluídos, com maior grau de sociabilidade. Este processo se repete sucessivamente e o espírito animal vai de estágio em estágio até se tornar próximo dos humanos, com quem aprenderá para que, em futuras encarnações, seja um ser humano, a princípio primitivo como os macacos, por exemplo.

Pode haver um lapso de talvez centenas ou milhares de anos antes que cheguem à fase de individualidade em que nos encontramos. Antes de reencarnarem, conviverão muito conosco para aprenderem como agir e como pensar da forma como pensamos. Quando se sentirem humanos, estarão prontos a estagiar em nosso meio. Inicialmente poderão reencarnar como pessoas que têm pouco desenvolvimento intelectual, podendo ser também um tanto agressivas. Alguns possuem instintos animais ainda muito aguçados, dando excessiva importância ao sexo e ao apetite. Podem ser egoístas e territorialistas.

Importante é que saibamos que eles (os animais) estão próximos e continuarão ligados a nós através do pensamento. E é justamente através de nossos sentimento que poderemos ajudá-los em sua caminhada, seja neste ou em outro plano da vida.


A partir do livro "Todos os animais merecem o Céu", Marcel Benedeti

domingo, 16 de outubro de 2011

A L L A N K A R D E C



A L L A N K A R D E C

Estudando as obras Kardequianas aprendemos todas as realidades espirituais, inclusive as da mediunidade curadora, que é praticada com a imposição das mãos, contando com a participação dos bons Espíritos, e envolvendo aspectos tipicamente religiosos como a permissão de Deus, a prece, a fé e as virtudes morais.

Estudando as obras de Allan Kardec não faremos mais confusões nem misturas com o Magnetismo nem com os magnetizadores, que realizam algumas práticas pessoais estranhas à Doutrina dos Espíritos.

Enfim, conhecendo estas obras, preservamos o Espiritismo na sua pureza doutrinária.

Estudando as obras Kardequianas aprendemos todas as realidades espirituais, inclusive as da mediunidade curadora, que é praticada com a imposição das mãos, contando com a participação dos bons Espíritos, e envolvendo aspectos tipicamente religiosos como a permissão de Deus, a prece, a fé e as virtudes morais.

Estudando as obras de Allan Kardec não faremos mais confusões nem misturas com o Magnetismo nem com os magnetizadores, que realizam algumas práticas pessoais estranhas à Doutrina dos Espíritos.

Enfim, conhecendo estas obras, preservamos o Espiritismo na sua pureza doutrinária.

A TEORIA DAS CURAS INSTANTÂNEAS


A TEORIA DAS CURAS INSTANTÂNEAS

Allan Kardec, na "Revista Espírita" de março de 1868, publicou um ensaio teórico sobre as curas instantâneas, ressaltando que se tratava ainda de um tema em estudo, até que o mesmo tivesse recebido a sanção da lógica e da opinião geral dos Espíritos.

Mas, os pontos apresentados por Allan Kardec, abaixo relacionados, merecem profundas reflexões de nossa parte, pelo bom senso notável com que foram redigidos e pela perfeita concordância tanto com os itens anteriormente apresentados, quanto com os princípios do Espiritismo:

AS INFLUÊNCIAS DO MÉDIUM CURADOR SOBRE OS FLUÍDOS: As qualidades do fluído curador, verdadeiro agente terapêutico, variam conforme o temperamento físico e moral dos indivíduos que o transmitem;

FATOR CONDICIONANTE DA CURA: A cura depende, em princípio, da adequação das qualidades do fluído à natureza e à causa do mal. Eis porque um médium curador não consegue curar todos os males;

EXPIAÇÕES E PROVAS: Na maioria dos casos, as moléstias são expiações do presente ou do passado, ou provações para o futuro; são dívidas contraídas, cujas conseqüências devem ser sofridas até que tenham sido resgatadas. Assim, não pode ser curado aquele que deve suportar sua provação ou sua expiação até o fim. Este princípio é um motivo de resignação para o doente, mas não para que o doente não mereça a ajuda médica ou dos seus semelhantes;

A AÇÃO FÍSICA DOS FLUÍDOS: Certas doenças têm sua causa original na alteração dos tecidos orgânicos. Assim, a cura das moléstias desta natureza, pela ação de um fluído impalpável, impulsionado pela vontade, depende da substituição das moléculas orgânicas mórbidas por moléculas sadias. Trata-se, na realidade, da reparação de uma desordem orgânica pela introdução, no órgão doente, de materiais sãos, substituindo os materiais deteriorados. Esses materiais sãos podem ser fornecidos pelos medicamentos, remédios ou pelo fluído magnético, que é matéria espiritualizada;

A CURA GRADUAL: No caso de substituição molecular, necessária ao restabelecimento do equilíbrio, só se pode operar gradualmente, e não por encanto.. Assim, a cura resulta de uma ação contínua e perseverante, mais ou menos longa, conforme a gravidade dos casos;

AS CURAS INSTANTÂNEAS: As curas instantâneas não se dão indistintamente para todas as doenças, nem para todos os indivíduos;

A AÇÃO DO MAU FLUÍDO: Certas afecções, mesmo muito graves e passadas ao estado crônico, devem-se à presença de um mau fluído, que desagrega as moléculas orgânicas e perturba a sua ordem. Todos os órgãos estão em bom estado, mas o mau fluído impede o bom funcionamento; os órgãos estão sadios, mas a pessoa sente-se doente pela ação do mau fluído;

OS FLUÍDOS PERNICIOSOS: A situação anterior explica grande número de doenças, cuja origem é devida aos fluídos perniciosos penetrados no organismo;

A EXPULSÃO DOS MAUS FLUÍDOS: Para se obter a cura, não se trata de substituir moléculas deterioradas, mas de expulsar o mau fluído, que é a causa do mal, permitindo que o equilíbrio se restabeleça e que as funções retornem ao seu curso normal;

AS LIMITAÇÕES DA MEDICINA TERAPÊUTICA: Nas doenças decorrentes da ação de um mau fluído, os medicamentos terapêuticos, que agem sobre a matéria, não têm eficácia e são inoperantes sobre o agente fluídico causador de inúmeras doenças. A Medicina terapêutica, nestes casos, falha contra os agentes fluídicos;

A SUBSTITUIÇÃO DOS FLUÍDOS: Ao mau fluído deve-se opor um fluído melhor e mais poderoso. O bom fluído infiltrado no órgão doente expulsa o fluído mau que perturba o seu funcionamento;

A AÇÃO DO BOM FLUÍDO: Dependendo da qualidade do bom fluído, a expulsão do mau fluído pode ser rápida e o doente sentir-se imediatamente aliviado. Não estando mais congestionado, o órgão volta ao seu estado normal e retorna as suas funções naturais. Isto explica as curas instantâneas, promovidas pela ação magnética;

SÍNTESE: Em resumo, pode-se dizer que quando o mal exige a reparação de órgãos alterados, necessariamente a cura é lenta e requer uma ação contínua e um fluído de qualidade especial. Quando se trata da expulsão de um mau fluído, a cura pode ser rápida e, mesmo, instantânea;

NUANÇAS INFINITAS E CAUSAS MÚLTIPLAS: Entre os dois casos acima citados: o de alteração das moléculas orgânicas, que exige a reparação e a substituição das moléculas deterioradas, e o de infiltração de um fluído mau nos órgãos sãos, que exige a expulsão desse mau fluído pela aplicação de um bom fluído, existem nuanças infinitas. Em muitos casos de doenças, as duas causas existem simultaneamente, em diferentes graus, e com mais ou menos preponderância de cada uma, tornando-se necessário, ao mesmo tempo, expulsar o mau fluído e reparar as moléculas deterioradas. A cura só será completa após a destruição dessas duas causas;

TRATAMENTOS TERAPÊUTICOS COM TRATAMENTOS FLUÍDICOS: Quando se trata de reparar desordem orgânica e de expulsar o mau fluído para se obter a cura, os tratamentos terapêuticos, muitas vezes, precisam ser complementados por tratamentos fluídicos;

A CURA INSTANTÂNEA É RARA: A cura instantânea radical e definitiva é um caso excepcional e raro, porque a expulsão do mau fluído não se completa no primeiro golpe e porque geralmente a causa fluídica está acompanhada de alguma alteração orgânica;

O TRATAMENTO DESOBSESSIVO: Os casos de doença por infiltração de maus fluídos em órgãos sadios, muitas vezes, ligam-se à obsessão exercida por maus Espíritos. Assim, para se obter a cura, é preciso tratar, ao mesmo tempo, do doente e do Espírito obsessor;

A COMPLEXIDADE DOS TRATAMENTOS: Essas considerações mostram quantas coisas há que se levar em conta no tratamento das moléstias, e quanto ainda resta para se aprender a tal respeito.

OS CONSELHOS DE UM ESPÍRITO SOBRE A MEDIUNIDADE CURADORA


OS CONSELHOS DE UM ESPÍRITO
SOBRE A MEDIUNIDADE CURADORA

Allan Kardec, na "Revista Espírita" de outubro de 1867, publicou três comunicações do Espírito Abade Príncipe de Hohenlohe, escritas através dos médiuns Sr. Desliens e Sr. Rul, tratando da mediunidade curadora.

Os conselhos importantes ao médium curador, contidos nessas três dissertações, foram os seguintes:

FACULDADE COMUM A TODOS: Toda pessoa possui, mais ou menos, a faculdade curadora. Se cada pessoa quisesse consagrar-se seriamente ao estudo dessa faculdade, muitos médiuns que se ignoram poderiam prestar serviços úteis a seus irmãos em humanidade;

AÇÃO MORAL: A faculdade curadora não se presta apenas ao restabelecimento da saúde material; a faculdade curadora tem, também, a missão nobre e extensa de dar às almas toda a pureza moral de que são susceptíveis de obter;

DEFICIÊNCIA MORAL: O sofrimento tem, quase sempre, uma causa mórbida imaterial, residindo no estado moral do Espírito;

CAUSA VERDADEIRA: Se o médium curador só tenta curar o corpo, só atinge o efeito, pois o causa primeira está no estado moral do doente;

COMBATE À VERDADEIRA CAUSA MORAL: Se a causa primeira do mal continua, o efeito reaparece, quer sob a mesma forma anterior, quer sob qualquer outra aparência. Assim, muitas vezes, aí está uma das razões pelas quais tal doente, subitamente curado pela influência de um médium, reaparece com todos os seus acidentes, desde que a influência benéfica se afaste, porque a verdadeira causa, que é moral, não foi combatida;

TRATAMENTO DO CORPO E DA ALMA: Disso decorre que o paciente precisa ser tratado, ao mesmo tempo, do corpo e da alma;

PRÉ-REQUISITOS DO MÉDIUM CURADOR: Para ser um bom médium curador, é preciso que o corpo esteja apto a servir de canal aos fluídos materiais reparadores, e que a alma possua uma força moral adquirida com o próprio melhoramento moral;

PREPARAÇÃO: O bom médium curador não só se prepara através da prece, mas, também, pela depuração de sua alma, a fim de tratar fisicamente o corpo pelos meios físicos, e de influenciar a alma pela força moral;

ATUAÇÃO EM TODA PARTE: Na questão da saúde moral, há doentes em toda parte e em todas as classes sociais, de forma que o médium curador deve ir aonde o seu socorro for necessário;

TRATAMENTO MORAL E FÍSICO: A mediunidade curadora tem que cuidar do tratamento moral e do tratamento físico dos doentes, reunindo-os em um só;

DESENVOLVIMENTO MORAL: O desenvolvimento moral do homem tem por objetivo principal conduzir a Humanidade à felicidade, fazendo-a adquirir conhecimentos mais completos, desembaraçando-a das imperfeições de toda a natureza, que retardam a sua marcha ascensional;

DESTRUIÇÃO DA CAUSA MORAL: Melhorando o Espírito, atacando seus vícios e suas más inclinações, os homens doentes adquirem melhores condições para suportar seus sofrimentos físicos e para repararem as desorganizações físicas. Destruída a causa moral, o efeito não tem como se manifestar de novo;

ALÍVIO MATERIAL E MELHORIA MORAL: O apogeu da mediunidade curadora será atingido quando o médium cuidar do alívio material dos doentes e da melhora moral dos indivíduos;

ATUAÇÃO NA CAUSA E NO EFEITO: Quando a mediunidade curadora cuida do melhoramento moral e do alívio material, tanto a causa dos males quanto os seus efeitos são combatidos vitoriosamente;

DESOBSESSÃO: A mediunidade curadora pode levar ao tratamento dos Espíritos obsessores, com a participação de médiuns e de Espíritos sobre a personalidade desencarnada. Assim, a mediunidade curadora abarca ao mesmo tempo, a saúde moral e a saúde física, o mundo dos homens e o mundo dos Espíritos;

CURA DAS DORES FÍSICAS E DOS SOFRIMENTOS MORAIS: Conforme o estado da alma e as aptidões do organismo do médium curador, ele pode curar, se Deus o permitir, tanto as dores físicas quanto os sofrimentos morais, ou ambos;

MELHORIA DO MÉDIUM CURADOR: Deus não pede a perfeição ao médium curador. Deus pede que ele se melhore, que faça esforços constantes para se purificar, e Deus leva em conta a sua boa vontade nesse sentido;

TUDO VEM DE DEUS: Quando o médium curador deseja aliviar as dores dos irmãos que sofrem física e moralmente, deve ter confiança e esperar que Deus lhe conceda esse favor;

SOCORRO SEM DISTINÇÃO: Todos os irmãos têm o direito ao socorro do médium curador, sejam ricos ou pobres, crentes ou incrédulos, bons ou maus;

ATRIBUIÇÕES DO MÉDIUM CURADOR: O médium curador deve curar quem quer que sofra; deve ensinar o doente a orar e a purificar a sua alma ainda mais sofredora; deve dedicar-se à sua obra de caridade e de amor; deve crer que o bem, embora retardado para uns, jamais fica perdido; deve melhorar-se pela prece e pelo amor a Deus e aos irmãos; deve acreditar que Deus lhe dá ocasiões freqüentes de exercer a sua faculdade mediúnica; deve orar feliz para agradecer e adorar ao Pai celeste, junto com os irmãos que obtiveram a cura; e deve elevar uma prece ao Criador, mesmo ante a ingratidão da alma endurecida que obteve a cura do corpo, porque quanto mais um doente sofre, mais cuidados lhe deve dar o médico;

CONDUTAS DO MÉDIUM CURADOR: O médium curador deve, ainda, ter coragem e esperança; deve orar sempre; deve progredir pela caridade moral e pela influência do exemplo; deve aproveitar a menor ocasião para esclarecer os seus irmãos; e deve, quando está junto dos irmãos que sofrem, aguardar,confiante em Deus que vela por todos, a ação dos bons Espíritos que o dirigem e o inspiram na aplicação da sua faculdade mediúnica.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A TERCEIRA INTELIGÊNCIA





A TERCEIRA INTELIGÊNCIA

No início do século 20, o QI era a medida definitiva (??!!) da inteligência humana.
Só em meados da década de 90, a "descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções."
A ciência começa o novo milenio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma Nova Era no mundo dos negócios.

Drª DanaZohar - Oxford

No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a fí sica e
filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico:
a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das
pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de
encontrar um significado para a vida.

Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.

O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune.
Afirma Dana:
"A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".*

Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford.


É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Editora Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho.


Ela falou à EXAME em Porto Alegre durante o 300º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suécia, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo.


Eis os principais trechos da entrevista:

O que é inteligência espiritual?

É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos.
Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal.
O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos.

É uma inteligência que nos impulsiona.
É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor.
O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida.
É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.*

De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência?

Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área
nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas
vidas. É uma área ligada à experência espiritual. Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional.

Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e
revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.

Qual a diferença entre QE e QS?

É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que
situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da
situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação.
Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções.
Inteligência espiritual fala da alma.
O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afectam minha emoção e como eu reajo a isso.
A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.

Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:

1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo

2. São levadas por valores. São idealistas

3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade

4. São holísticas

5. Celebram a diversidade

6. Têm independência

7. Perguntam sempre "por quê?"

8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo

9. Têm espontaneidade

10.Têm compaixão

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O QUE É O ESPIRITISMO?






  • O que é o Espiritismo?



    É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.


    “O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.” Allan Kardec (O que é o Espiritismo – Preâmbulo)


    “O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.” Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo – cap. VI – 4)



  • O que é reencarnação?

    Os Espíritos reencaé a evolução.rnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu aprimoramento. O objetivo da reencarnação O que é mediunidade?



  • A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adotem. Mas atenção: prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã. Portanto, em hipótese alguma o médium poderá cobrar dinheiro, exigir ou aceitar qualquer forma de recompensa (presentes, dádivas, agrados, etc.) por suas atividades mediúnicas.

  • O que são os Espíritos?
    Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo. Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade. Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.

  • O que o Espiritismo informa sobre Jesus?
    Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus. A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.

  • Onde vivem e o que fazem os Espíritos desencarnados?
    Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados. Eles estudam, trabalham e desenvolvem diversas atividades no mundo espiritual.

  • O Espiritismo tem entre seus princípios a crença em Deus?
    Sim. O Espiritismo explica que Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais. Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.

  • O que diz o Espiritismo sobre Jesus?
    Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus. A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.

  • O Espiritismo tem, entre seus princípios, a existência de vida em outros mundos?
    Sim. A Doutrina Espírita esclarece que no Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.

  • Quantos adeptos do Espiritismo há no Brasil?

    De acordo com o Censo 2000 (IBGE), há 2,3 milhões de espíritas no Brasil.


  • Quantos Centros Espíritas existem no Brasil?
    Cadastrados junto à Federação Espírita Brasileira há 10 mil Centros Espíritas.

  • Os Espíritos sabem todas as coisas?
    Os Espíritos são as almas dos homens que já perderam o corpo físico. A exemplo do que observamos na Humanidade encarnada, o conhecimento que eles têm é correspondente ao seu grau de adiantamento moral e intelectual. A morte é uma passagem para a vida espiritual e não dá valores morais ou de inteligência a quem não os tem.

  • Os Espíritos podem reencarnar em corpos de animais?
    Não. Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.

  • Espiritismo é o mesmo que Umbanda ou Candomblé?
    Não. O Espiritismo é uma doutrina que surgiu na França, em 1857. Seu fundador foi Allan Kardec. O Candomblé (de origem africana) e a Umbanda (originária do Brasil) são doutrinas espiritualistas.

  • Todos os Espíritos são iguais?
    Não. Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.

  • Somente pelo Espiritismo se pode ter contato com os Espíritos?
    Não. As relações dos Espíritos com os homens são constantes e semprenas provas da vida e nos aju existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos dam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro.

  • O que é lei de causa e efeito?
    É uma lei criada por Deus e que dispõe que o homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações. O que fazemos de mal e de bem retornará para nós nessa mesma vida ou em existência posteriores. A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.

  • O que é a prece, de acordo com o Espiritismo?
    A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural e é o resultado de um sentimento inato no homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador. A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. é este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.

  • Nas instituições espíritas há algum tipo de pagamento?
    Não. Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”.

  • O Espiritismo revela algo novo?
    Sim. O Espiritismo revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida. Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.

  • O Espiritismo tem rituais ou sacerdotes?
    Não. A prática espírita é realizada com simplicidade, sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade. O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, conindulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cessões de cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.

  • O Espiritismo é proselitista? Existem campanhas para que as pessoas se tornem Espíritas.
    Não. O Espiritismo não impõe jamais os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeterem os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los.

  • Como o Espiritismo se relaciona com as demais religiões?
  • O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”




  • terça-feira, 19 de outubro de 2010

    DOENÇAS



    As ciências médicas hoje já entendem que a causa de grande parte das doenças está no próprio doente, em suas atitudes perante a vida. São as doenças psicossomáticas. Por isso cabe a ele próprio maior esforço para curar-se. Em qualquer situação de enfermidade o papel mais importante no tratamento é o do próprio paciente, das suas posturas interiores.

    PERGUNTA FREQÜENTE

    Doenças são castigos de Deus?

    As doenças não são castigos de Deus. Ele não é carrasco, é pai... um Pai justo e sábio que educa seus filhos com amor, ensinando-os a se conduzirem pelas leis da fraternidade e do respeito porque essa é a receita para os seres humanos poderem conviver bem uns com os outros e serem felizes. Devemos procurar as causas das enfermidades em outras fontes, e elas, certamente, estão em nós mesmos.

    Explica o espírito Miramez, que os maus pensamentos são um lixo que, por lei, deve ficar com quem o produziu.

    Todos nós produzimos, em maiores ou menores proporções, esse lixo mental e emocional, poluente da alma, através dos pensamentos, sentimentos e atitudes antifraternos, depressivos ou viciosos, tais como a inveja, o ódio, o rancor, o azedume, a revolta, assim como também a luxúria, o egoísmo, a ganância, a violência e tantos outros valores negativos dos quais nem sempre nos apercebemos.

    Quando isto acontece, nossa própria natureza se encarrega de expulsar parte desse lixo para que não nos sufoque, e essa carga mórbida, ao ser drenada para o corpo carnal, materializa-se nele em forma de doenças, ou de predisposições para determinadas enfermidades.

    PERGUNTA NATURAL

    Se é assim, por qual razão não adoecem tantos seres perversos, imorais, gananciosos, antifraternos e assemelhados, que ombreiam conosco no cotidiano?

    Quanto mais atrasado o espírito, mais grosseiro e denso é seu corpo espiritual. Por isso ele pode conviver tranqüilamente com o próprio lixo. Mas conforme vai evoluindo espiritualmente, através das reencarnações bem aproveitadas, também mais delicado e sensível vai ficando esse corpo e, com isso, maior e mais premente também se torna a necessidade dessas drenagens.



    PERGUNTA NATURAL

    Por que pessoas de excelente nível evolutivo, que certamente não geram esse “lixo mental”, também adoecem?

    Muitas enfermidades produzidas por estados de espírito negativos são geradas nesta mesma vida, mas há também as que procedem de vidas anteriores.

    Há pessoas que são verdadeiras indústrias de mau humor, que vivem a se lamentar, a maldizer e reclamar de tudo; outras cultivam emoções e sentimentos negativos como a inveja, o ciúme, o rancor, o azedume, o desamor... Esse tipo de atitudes ou procedimentos gera um energismo pesado que fica circulando no sistema energético, provocando bloqueios, produzindo males de maior ou menor gravidade.

    Mas nem sempre toda essa carga energética pesada é drenada nesta mesma vida, permanecendo esse “lixo” mental nas profundezas do ser, para vir à tona em futuras encarnações.

    Há também muitas narrativas dos espíritos contando como algum companheiro, ao programar sua futura encarnação inclui nela alguma enfermidade ou limitação. Isto, visando evitar maiores quedas espirituais, em sua futura jornada.

    A nós, aqui reencarnados, parece impossível que alguém programe sofrimentos para si mesmo. Ocorre que na dimensão espiritual, onde temos uma visão muito mais abrangente sobre as nossas próprias necessidades de evolução, preferimos enfrentar uma vida de lutas e dores, do que cair nos mesmos erros do passado.

    A evolução é o que há de mais importante para os espíritos mais esclarecidos, e sabemos o quanto as facilidades da vida podem induzir a quedas espirituais. Por exemplo, uma mulher muito bela que tenha usado sua beleza para destruir lares, ao conscientizar-se do mal que fez, ao programar sua reencarnação, poderá solicitar uma aparência feia ou um defeito físico, que a ajudará a livrar-se de novas tentações.

    Há ainda os casos em que a administração superior determina uma enfermidade, um acidente ou outro transtorno, visando desviar alguém do caminho que iria levá-lo a maiores quedas espirituais. Isto ocorre por misericórdia divina e quando para tanto há merecimento, ou ainda, por solicitação de algum espírito com suficientes méritos para endossar seu pedido.

    Mas há também as enfermidades causadas pelo descuido, o descaso com a própria saúde, pelos mais diversos vícios, pela gula, pela alimentação errada ou a vida sedentária.

    E há ainda aquelas doenças kármicas, como resultado de ações praticadas em vidas passadas.

    Como se vê, as causas profundas das enfermidades são muito variadas, mas estão em nós mesmos, tanto em nosso passado quanto no presente.

    PERGUNTA NATURAL

    Se as causas das enfermidades estão em nossas atitudes e ações, qual é então o papel dos micróbios, dos vírus e da hereditariedade?

    Acontece que através das nossas atitudes, ações e omissões criamos em nós mesmos campos favoráveis ao desenvolvimento dos microorganismos que geram doenças, além de desequilíbrios outros. Tanto é verdade que inúmeras pessoas infectadas com determinados vírus ou bacilos, não contraem tais doenças.

    Por essas razões, quanto mais a medicina e a farmacologia avançam em sua capacidade de curar, mais doenças novas e cada vez mais virulentas vão surgindo. A culpa não é da medicina, nem da farmacologia. É nossa. Por isso só nós mesmos, com a ajuda de Deus e da nossa vontade, poderemos gerar condições reais de cura e ficar imunes às enfermidades, ao menos nas futuras encarnações. E isto só se consegue através da reforma moral, da mudança de conduta e de atitudes, e ainda, do desenvolvimento de nossos potenciais interiores.

    Mas esse é um trabalho difícil e demorado. A Natureza não dá saltos. Se durante milênios fomos construindo o que somos hoje, não será de um momento para outro que vamos conseguir modificar toda essa estrutura. Mas se não começarmos, nunca chegaremos lá.

    Nos momentos de dor, ou quando a doença castiga nosso corpo costumamos “agarrar-nos” em Deus ou em quaisquer outros seres superiores, implorando o cessar do sofrimento, e dizemos: “Tenho fé em Deus, que Ele vai me curar”. Mas se a cura não acontece, a fé se abala, porque colocamos a cura como condição para a nossa fé.

    Nesses casos, todavia, em vez das lamentações e atitudes negativas, é muito importante buscarmos elevar nossa freqüência vibratória, porque ela é a mais poderosa auxiliar na eliminação do lixo produzido por nossas próprias atitudes.

    E essa elevação conseguimos através da prece, dos sentimentos e atitudes de amor, de confiança, otimismo e alegria, buscando sempre desenvolver os valores nobres da alma.

    As enfermidades, na verdade, representam uma das maiores forças para nossa evolução. É como se o combalimento do corpo fizesse crescer a luz interior, ou o medo da morte nos aproximasse mais de Deus.

    Quanto à hereditariedade, a programação feita para o futuro corpo do reencarnante inclui a escolha dos seus futuros pais. Assim, ele herdará aquilo que estiver programado para ele.

    PERGUNTA FREQÜENTE

    Que acontece nos casos de curas consideradas milagrosas?

    Não existem milagres, mas mecanismos naturais, com manipulação de energias, quando as condições são favoráveis.

    Na maioria dos “milagres” em que ocorrem curas, estas são momentâneas, com efeitos de curta duração. São produzidas pela dinamização das energias profundas de alguém, que é levado a um estado de superexcitação através de vigorosa atuação, altamente indutora, do “milagreiro”. É fácil observar como a maioria dessas curas ocorre num verdadeiro palco onde a fé é o ingrediente para a dramatização. Mas passados aqueles momentos, tudo volta ao que era antes.

    É claro que há casos de curas definitivas, quando a fé é profunda e verdadeira e quando há merecimento.

    Os “fazedores de milagres” são pessoas que possuem grande poder de indução, uma vontade firme e pensamento dominador. Com esses recursos, em alguns casos, eles conseguem levar os que neles crêem a dinamizar de tal forma seus próprios potenciais, a sua fé, a ponto de gerar transformações orgânicas e outras ocorrências que são vistas como milagres.

    Nos cultos ou missas de cura e pedidos de ajuda divina a própria vibração do ambiente, poderosamente voltada para esse fim, é um veículo que favorece essa potencialização das energias, podendo produzir acontecimentos incomuns.

    PERGUNTA NATURAL

    O que acontece nos exorcismos ou “expulsão de demônios”, quando são bem-sucedidos?

    Nos casos de exorcismo ou “expulsão de demônios” é bem provável que o espírito obsessor ache mais prudente afastar-se daquela confusão.

    Também há situações em que as pessoas obsidiadas são tão maltratadas pelos que as exorcizam, ou lhes “expulsam demônios”, com tais repercussões em seus obsessores, que estes acabam perdendo momentaneamente a sintonia com elas, afastando-se.

    Igualmente há situações em que os espíritos obsessores ficam tão impressionados com toda aquela teatralidade, aquelas ordens imperiosas que lhes são dadas em nome de Deus, que acabam realmente afastando-se de suas vítimas. Mas esse tipo de atuação não é saudável porque a pessoa obsidiada, depois de curada, volta à sua vidinha de antes, sem ter aproveitado o episódio como alavanca para sua evolução, e o espírito obsessor vai continuar à espreita, aguardando nova oportunidade para recomeçar a perseguição com mais segurança.

    A melhor receita para esse tipo de problemas e todos os demais, é aquela que o Mestre ensinou: a reforma moral, a mudança nas atitudes e nas ações, orientada para o bem.

    Milagres, nem Jesus os fez. Ele usou seus próprios potenciais, sua energia, sua vibração de altíssima freqüência e seus conhecimentos para realizar as curas e demais atos incomuns.

    Outras ocorrências tidas como sobrenaturais são apenas inusitadas, nas quais são utilizados recursos da própria natureza e das leis naturais, manipulados por espíritos.

    quinta-feira, 26 de agosto de 2010

    A LEI DO AMOR



    A Lei de Amor

    O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra -amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

    O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.

    Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. - Lázaro. (Paris, 1862.)

    O amor é de essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado. E fato, que já haveis podido comprovar muitas vezes, este: o homem, por mais abjeto, vil e criminoso que seja, vota a um ente ou a um objeto qualquer viva e ardente afeição, à prova de tudo quanto tendesse a diminuí-la e que alcança, não raro, sublimes proporções.

    A um ente ou um objeto qualquer, disse eu, porque há entre vós indivíduos que, com o coração a transbordar de amor, despendem tesouros desse sentimento com animais, plantas e, até, com coisas materiais: espécies de misantropos que, a se queixarem da Humanidade em geral e a resistirem ao pendor natural de suas almas, que buscam em torno de si a afeição e a simpatia, rebaixam a lei de amor à condição de instinto. Entretanto, por mais que façam, não logram sufocar o gérmen vivaz que Deus lhes depositou nos corações ao criá-los. Esse gérmen se desenvolve e cresce com a moralidade e a inteligência e, embora comprimido amiúde pelo egoísmo, torna-se a fonte das santas e doces virtudes que geram as afeições sinceras e duráveis e ajudam a criatura a transpor o caminho escarpado e árido da existência humana.

    Há pessoas a quem repugna a reencarnação, com a idéia de que outros venham a partilhar das afetuosas simpatias de que são ciosas. Pobres irmãos! o vosso afeto vos torna egoístas; o vosso amor se restringe a um círculo íntimo de parentes e de amigos, sendo-vos indiferentes os demais. Pois bem! para praticardes a lei de amor, tal como Deus o entende, preciso se faz chegueis passo a passo a amar a todos os vossos irmãos indistintamente. A tarefa é longa e difícil, mas cumprir-se-á: Deus o quer e a lei de amor constitui o primeiro e o mais importante preceito da vossa nova doutrina, porque é ela que um dia matará o egoísmo, qualquer que seja a forma sob que se apresente, dado que, além do egoísmo pessoal, há também o egoísmo de família, de casta, de nacionalidade. Disse Jesus: "Amai o vosso próximo como a vós mesmos." Ora, qual o limite com relação ao próximo? Será a família, a seita, a nação? Não; é a Humanidade inteira. Nos mundos superiores, o amor recíproco é que harmoniza e dirige os Espíritos adiantados que os habitam, e o vosso planeta, destinado a realizar em breve sensível progresso, verá seus habitantes, em virtude da transformação social por que passará, a praticar essa lei sublime, reflexo da Divindade.

    Os efeitos da lei de amor são o melhoramento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrestre. Os mais rebeldes e os mais viciosos se reformarão, quando observarem os benefícios resultantes da prática deste preceito: Não façais aos outros o que não quiserdes que vos façam: fazei-lhes, ao contrário, todo o bem que vos esteja ao alcance fazer-lhes.

    Não acrediteis na esterilidade e no endurecimento do coração humano; ao amor verdadeiro, ele, a seu mau grado, cede. E um ímã a que não lhe é possível resistir. O contacto desse amor vivifica e fecunda os germens que dele existem, em estado latente, nos vossos corações. A Terra, orbe de provação e de exílio, será então purificada por esse fogo sagrado e verá praticados na sua superfície a caridade, a humildade, a paciência, o devotamento, a abnegação, a resignação e o sacrifício, virtudes todas filhas do amor. Não vos canseis, pois, de escutar as palavras de João, o Evangelista. Como sabeis, quando a enfermidade e a velhice o obrigaram a suspender o curso de suas prédicas, limitava-se a repetir estas suavíssimas palavras: Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros."

    Amados irmãos, aproveitai dessas lições; é difícil o praticá-las, porém, a alma colhe delas imenso bem. Crede-me, fazei o sublime esforço que vos peço: "Amai-vos" e vereis a Terra em breve transformada num Paraíso onde as almas dos justos virão repousar. - Fénelon. (Bordéus, 1861.)

    Retirado do Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec

    CONFIANÇA NOS OUTROS



    Confiança nos outros

    Acima de tudo, nós devemos ter confiança em Deus. Confiança é força que acumulamos em nossos caminhos, é alegria que aumentamos na intimidade do coração e amizade que cresce dos outros para nós.

    Não podemos cair no esmorecimento, avaliando que somos todos filhos do mesmo Pai; portanto, por que entrar na decadência diante da vida? Já pensaste na grandeza de Deus, nos Seus feitos, no seu amor e na sua bondade?

    Pensa um pouco na solicitude de Nosso Senhor, e passarás a te revestires de coragem, de alegria, de caridade e mesmo de amor. Presta bem atenção: essa força parte da igualdade, porque se Deus é amor, Ele tanto ama aos outros, quanto a nós. Tira as dificuldades da tua mente e a paz passará a reinar em tua consciência, com todas as forças que te ofertam o melhor, que farão nascer no teu mundo interno o contetamento de viver, por conheceres que o Senhor se encontra contigo, dirigindo-te e te amparando em tuas necessidades.

    Seja qual for a criatura, confia nela e, pela tua confiança, faze com que ela se impulsione para frente, animando-a para todas as lutas que porventura surgirem. Observa o quanto Jesus fazia em nome de Deus, por confiar nele e ouvi-lo, no seu comando.

    Nós, os Espíritos, Seus filhos, devemos fazer o mesmo, primeiramente confiando no Criador, e depois na escala infinita das coisas. Vê a casa terrena que, com toda a segurança nos fornece acolhimento a altura das nossas necessidades; é o amor de Deus consubstanciando-se em todas as direções, para o amparo das criaturas.

    Mesmo em pensamentos, não te esqueças de confiar nos outros; mesmo em palavras, tem confiança nos companheiros que te cercam, não passando aflições sem comunicar-lhes, que eles têm Deus como Pai de Amor, que os ajuda em qualquer circunstância.

    Se tudo e todos são filhos de Deus, nascidos na mesma Luz, por que temer a vida e as coisas? Vamos remover o entulho imprestável da nossa mente, favorecendo somente a vontade do amor, que gera caridade, a força do perdão, que gera amizade, a vontade do entendimento, que gera a paz.

    E não podemos nos esquecer de confiar em nós mesmos, de sorte a sustentar a crença na felicidade, certificando-nos de que a vida é difícil de ser interpretada, por causa da sua grandeza; se Deus é a árvore da vida universal, por bem dizer nós somos as flores exalando o perfume que d'Ele vem, que é o alimento da própria existência.

    Trabalhemos juntos com o mesmo ideal de servir amando, de servir desculpando, de servir entendendo, que o crescimento vem como justiça do céu para os corações que confiam. Se tudo vem de Deus, para nós é uma alegria saber que Ele é Amor.

    Ajuda no que puderes, onde quer que seja; passe ajudando e servindo, fica ajudando e servindo; eleva-te fazendo o mesmo, porque essa lei é universal.
    Deus a ninguém desampara, porque tudo e todos são seus filhos, e Ele deseja que para todos flua o Seu amor, de maneira que o bem-estar seja o bem-estar da própria vida.
    Alimentemos a confiança em Deus, que Ele já confia em nós.


    Retirado do Livro "Cura-te a ti mesmo - Espírito Miramez, por João Nunes Maia - pág 82"

    sexta-feira, 25 de junho de 2010

    AS PERCEPÇÔES


    AS PERCEPÇÕES
    Informa Allan Kardec que o Espírito, uma vez no mundo extra-físico, além de manter as percepções que tinha na vida física, adquire outras mais sutis e, às vezes, mais aprimoradas, pois já não mais desfruta de um corpo pesado, denso, material.
    Disseram os Benfeitores que:
    "A inteligência, como atributo do Espírito se manifesta mais livremente quando não tem entraves."
    Porque o corpo físico - "um escafandro", na expressão de André Luiz - é um obstáculo à manifestação da inteligência.
    Certamente que estas percepções estarão dependendo intimamente do progresso já amealhado pela entidade desencarnada, pois há Espíritos que nada sabem a mais que os homens, em função de seu atraso intelecto moral.
    Vejamos algumas observações de Kardec:
    a) Tempo: muitos Espíritos vivem fora do tempo, tal como o compreendemos. Os Espíritos superiores, pelo fato de se encontrarem profundamente desmaterializados, colocam-se acima das noções habituais do tempo. Os Espíritos inferiores, podem também não compreender a duração como nós, em função de seu estado consciencial, ou de cristalização em pessoas, lugares e emoções. No entanto, as entidades mais esclarecidas, vinculadas diretamente à Terra, podem manter-se orientadas em relações ao nosso horário, com perfeita compreensão da duração das coisas e do tempo.
    b) Conhecimento do passado e do futuro: será com relação ao conhecimento do passado e do futuro que o grua de desmaterialização do Espírito terá uma maior influência. Os Espíritos superiores conhecem intimamente o seu passado, e têm, muitas vezes, uma antevisão do futuro a partir da análise do presente. Será sempre uma antevisão relativa, de um futuro provável, pois os acontecimentos estão sempre condicionados ao livre-arbítrio das pessoas. Os Espíritos inferiores nada sabem a respeito de fatos passados e futuros;
    c) Deus: os Espíritos superiores o vêem e compreendem; os Espíritos inferiores o sentem e adivinham;
    d) Visão: a visão dos Espíritos não é circunscrita como nos seres corpóreos, mas é uma faculdade geral. Muitos Espíritos vêem pela luz própria, sem necessidade de luz exterior, mas isto, como tudo, depende também de sua condição evolutiva;
    e) Sons: os Espíritos percebem os sons, até mesmo os que os nossos sentidos às vezes não conseguem perceber;
    f) Música: a música tem para os Espíritos encantos infinitos. em razão de suas qualidades sensitivas muito desenvolvidas. Os Espíritos atrasados podem sentir um certo prazer ao ouvir a nossa música, porque não estão ainda capazes de compreender outra mais sublime, no entanto, almas mais purificadas, buscam melodias mais belas e mais suaves;
    g) Belezas Naturais: os Espíritos são sensíveis a elas, segundo as suas aptidões para as compreendê-las e as apreciá-las.
    AS SENSAÇÕES
    Mostra-nos a prática espírita, que os Espíritos relatam a presença de uma série de sensações. À margem das angústias morais, (remorso, ódio) ou das perturbações emocionais (medo, ansiedade), que torturam muito mais que os sofrimentos físicos, observa-se nas entidades desencarnadas sensações como frio, calor, fome, sede, cansaço, e mesmo dores "físicas".
    Sabemos que o perispírito é o agente das sensações externas nas entidades extra-físicas. No corpo, enquanto na matéria densa, estas sensações estão localizadas nos órgãos. Destruído o corpo, será o perispírito o responsável pelo registro de todas as sensações externas. Sendo o corpo espiritual formado de matéria quintessenciada, sutil, não sofre influência direta de elementos materiais, como chuva, fogo, etc., no entanto, muitos Espíritos queixam-se de sensações vinculadas a estas situações.
    Diz-nos o Codificador, que estas sensações podem ter uma dupla gênese: lembrança de sofrimentos anteriores ou impressão de algo que na realidade não está ocorrendo.
    No primeiro caso, vamos verificar que muitos sofrimentos dos Espíritos estão relacionados às recordações de situações que muito os traumatizaram enquanto vivos: homens que morreram queimados, baleados, portadores de doenças físicas, podem despertar no mundo espiritual como se estivessem ainda ardendo em brasas, com o peito sangrando, ou, ainda, com os estigmas das doenças que os infelicitavam.
    André Luiz [E a Vida Continua], mostra dois personagens, que diante da simples recordação de entes queridos que deixaram na Terra, retornavam a sentir-se mal, apresentando os mesmos sintomas que os acometiam nos últimos dias de vida.
    Isto acontece, porque o Espírito armazena em sua estrutura psíquica inconsciente, todos os atos, pensamentos e todas as palavras vinculadas a ele. Diante da evocação de uma dessas situações pode o Espírito desencarnado voltar a registrar sensações relacionadas a estes fatos.
    Quando Kardec perguntou aos benfeitores porque muitos Espíritos queixavam-se de frio ou calor, eles responderam:
    "Lembrança do que sofreram durante a vida; e algumas vezes é tão penosa quanto a realidade. Freqüentemente é uma comparação que eles fazem para exprimirem a sua situação. Quando se lembram do corpo experimentam uma espécie de impressão, como quando se tira uma capa e algum tempo depois se pensa estar com ela."[LE-qst 256]
    No entanto, algumas vezes, conforme mostra Allan Kardec, há nos relatos dos Espíritos mais do que uma simples lembrança:
    "A experiência nos ensina que, no momento da morte, o perispírito se desprende mais ou menos lentamente do corpo. Nos primeiros instantes, o Espírito não compreende a sua situação; não acredita que morreu; sente-se vivo; vê o seu corpo de lado, sabe que é o seu e não entende porque está separado. Um suicida dizia: - Não estou morto, entretanto sinto os vermes que me roem. Ora, seguramente os vermes não roíam o perispírito, e menos ainda o Espírito, mas o corpo. Como o Espírito sentia-se ligado ainda ao corpo havia uma espécie de repercussão emocional, que lhe transmitia a sensação do que se passava no corpo. Repercussão não é bem o termo, pois poderia dar idéias de um efeito muito material. Era antes a visão do que se passava no corpo ao qual o perispírito continuava ligado que produzia essa ilusão, tomada por real. Assim, não se tratava de uma lembrança, pois, durante a vida, ele não fora roído pelos vermes: era uma sensação atual."
    Essas sensações "físicas" são relatadas por almas ainda muito apegadas às coisas da vida física e com uma estrutura perispirítica por demais grosseira.
    Sabe-se que muitos Espíritos costumam sentir dores cruciais, em função de terem os corpos físicos submetidos a estudos anatomopatológicos nos Institutos médico-legais. Relatam, muitas entidades, que no momento da necropsia, eles, postados ao lado do cadáver, passavam a registrar sensações de sofrimento, pavor e angústia e dos bisturis como se realmente estivessem sentindo a agressão das lâminas dos peritos.
    A mesma explicação pode ser dada, para casos relatados por André Luiz, de Espíritos vadios que ainda não se deram conta de seu falecimento, e que, diante de tempestades, se protegem nas marquises e nas lojas, temendo que as chuvas possam molhá-los.
    O médico e escritor espírita Alberto de Sousa Rocha [Espiritismo e Psiquismo], lembra que, na base dessas sensações, está um processo de auto-sugestão e condicionamento. Pelo fato de "acreditar" naquilo que está vendo o Espírito passa a registrar as sensações correspondentes. Mostra o autor, que se sugerirmos a uma pessoa hipnotizada que sentirá a picada de uma agulha, a pessoa deverá sentir, mesmo que não disponhamos fisicamente da mesma. Sentirá frio ou calor consoante a sugestão que lhe endereçarem. Igualmente os Espíritos desencarnados; sob o regime de alguma indução externa ou interna, a mente passa a gerar nas células perispirituais toda uma série de condicionamentos, fazendo com que o Espírito se entregue as sensações diversas.
    Alguns autores chamam a este processo de "repercussão ou exteriorização da sensibilidade."
    Bibliografia
    1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec2) Espiritismo e Psiquismo - Alberto de Sousa Rocha3) Os Mensageiros - André Luiz/Chico Xavier4) E a Vida Continua - André Luiz/Chico Xavier5) Espiritismo e Psiquismo - Alberto de Sousa Rocha
    Apostila Original: Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora - MG

    MEDIUNIDADE


    MEDIUNIDADE
    Allan Kardec apropriou-se da expressão latina "médium", que significa "intermediário ou meio", para designar aquelas pessoas portadoras da faculdade mediúnica, ou seja, indivíduos capazes de colocarem em contato mais direto os dois planos de vida - o plano dos encarnados e dos desencarnados.
    O médium, pelo fato de ser portador de certos recursos orgânicos, torna-se a ponte, o meio, o intermediário entre os Espíritos e os homens.
    Segundo Kardec:
    "Todo aquele que sente, num grau qualquer a influência dos Espíritos, é, por esse motivo, médium."
    Lembra, ainda o Codificador, que:
    "Esta faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuem alguns rudimentos."
    No entanto, Kardec orienta para que se reserve a expressão "médium" apenas para aquelas pessoas em quem a:"Faculdade mediúnica se mostre bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade."
    TIPOS DE MÉDIUNS
    Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para um dos diversos tipos de fenômenos mediúnicos. Portanto, com relação ao tipo de fenômeno produzido, os médiuns podem ser classificados em vários tipos:
    a) Médiuns de Efeitos Físicos: são particularmente aptos a produzir fenômenos materiais, como os movimentos de corpos inertes ou ruídos, materialização de Espíritos, etc. Foram muito comuns no passado e tinham a finalidade de chamar a atenção para os fenômenos espíritas, mas hoje, são cada vez menos freqüentes;
    b) Médiuns Falantes ou Psicofônicos: permitem a comunicação dos Espíritos através da fala;
    c) Médiuns Escreventes ou Psicógrafos: permitem a comunicação dos Espíritos através da escrita;
    d) Médiuns Audientes: ouvem os Espíritos;
    e) Médiuns Videntes: vêem os Espíritos;
    f) Médiuns Intuitivos: captam o pensamento dos Espíritos;
    g) Médiuns de Desdobramento: são capazes de se afastarem de seu corpo físico e desenvolverem atividades espirituais;
    h) Médiuns de Cura: são capazes de aliviar ou curar doenças pela prece ou pela imposição das mãos;
    i) Médiuns Psicômetras: são aptos a detectar a vibração existente em objetos e locais.
    OBJETIVOS DA MEDIUNIDADE
    A comunicabilidade dos Espíritos com os encarnados não é um fato recente, mas antiquíssimo, com a única diferença que, no passado, era apanágio dos chamados iniciados e na atualidade, com o advento do Espiritismo, tornou-se fenômeno generalizado a todas as camadas sociais.
    Segundo a Doutrina Espírita, as principais finalidades da comunicabilidade dos Espíritos são:
    a) Esclarecimento, Instrução e Orientação aos Homens: Lembra Kardec, que a mediunidade assume hoje o papel que assumiram, no passado, duas grandes descobertas, o telescópio e o microscópio. O primeiro deveria fornecer ao homem informações concernentes ao macrocosmo e ao segundo detalhar, o mundo infinitamente pequeno, o microcosmos. Cabe a mediunidade estudar o Psicocosmo, o mundo dos Espíritos. Assim sendo, através da faculdade mediúnica, os benfeitores da humanidade, vivendo no plano dos desencarnados, poderão veicular informações importantes relacionadas ao nosso progresso intelecto-moral;
    b) Socorro a Espíritos em sofrimento: muitos indivíduos ao desencarnarem, por não terem desenvolvido uma consciência de eternidade, encontram dificuldades na sua adaptação ao mundo extra-físico. Ansiedade, medo, sofrimentos morais diversos, perturbação, inconsciência da morte podem ser identificados em muitos desencarnados. A prática mediúnica é um dos recursos utilizados pela Espiritualidade Maior para socorrer e assistir a estes Espíritos;
    c) Contribuir no aprimoramento moral do médium: aprendemos com a Doutrina Espírita que a faculdade mediúnica por si só não basta. O importante está na conduta moral daquele que é seu portador. Porque na base do intercâmbio espiritual está a lei de sintonia que diz que cada um será assistido por Espíritos em afinidade com seus sentimentos e suas emoções;
    Achando-se a mente na estrutura de todas as manifestações mediúnicas, torna-se imprescindível ao medianeiro enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os tesouros morais e culturais.
    EXERCÍCIO DA MEDIUNIDADE
    "Restitui a saúde dos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido."
    Foi esta a recomendação de Jesus a seus discípulos, com isto querendo dizer que ninguém deveria utilizar-se da faculdade mediúnica em benefício próprio, que jamais fizesse dela objeto de comércio nem de especulação e nem de meio de vida.
    Esta orientação dada por Jesus continua muito atual, porque a mediunidade evangelizada jamais poderá transformar-se em profissão ou fonte de renda.
    Deve-se compreender que a mediunidade só existe pelo concurso dos Espíritos, portanto, deve ser mobilizada em benefício do próximo como recursos que nos oferece a Divindade de darmos a nossa cota de colaboração na regeneração da humanidade.
    O médium moralizado, que encontra na vivência evangélica a conduta de vida, é uma pessoa de bem, que procura ser humilde, sincero, paciente, perseverante, bondoso, estudioso e trabalhador. Cumpre o mandato mediúnico com amor.
    No exercício da mediunidade com Jesus, isto é, na perfeita aplicação dos seus valores a benefício da criatura, em nome da caridade, é que o ser atinge a plenitude das suas funções e faculdades convertendo-se em celeiros de bênção, semeador da saúde espiritual e da paz nos diversos terrenos da vida humana.
    INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS EM ATOS E PENSAMENTOS
    A influência dos Espíritos sobre os nossos pensamentos e atos é tão grande que "muito freqüentemente são eles que vos dirigem." [LE-qst 459]
    Esta influência pode ser boa ou má, fugaz ou duradoura e se estabelece através de uma corrente mental. O Espírito identifica o seu pensamento com o nosso e vai introduzindo em nosso campo mental as suas idéias, sugestões e emoções.
    É fundamental a compreensão de que esta influenciação só se concretiza através da sintonia mental, estando o Espírito e o encarnado em condições morais equivalentes.
    Lembram os autores espíritas que pensar é vibrar, é entrar em relação com o universo espiritual que nos envolve, e, conforme a espécie das emissões mentais de cada ser, elementos similares se lhe imanizarão, acentuando-lhes as disposições e cooperando com ele em seus esforços ascensionais ou em suas quedas e deslizes.
    Quando Kardec perguntou aos Espíritos [LE-qst 467] se o homem poderia se afastar da influência dos Espíritos que os incitam ao mal, elas responderam:
    "Sim, porque eles só se ligam aos que os solicitam por seus desejos ou os atraem por seus pensamentos."
    A influência dos Espíritos sobre o homem vai depender também da natureza desses Espíritos.
    Os Espíritos infelizes, de mente ultrajada, misturam-se em nossas atividades comuns, perambulam no ninho doméstico, participam das conversações, seguem com os comensais, de quem muitas vezes se irmanizam em processos de dependência mútua. Perturbam-se e perturbam; sofrem e fazem sofrer; odeiam e geram ódios; amesquinhados em si mesmos, amesquinham os outros; infelicitados, infelicitam.
    Já a ação dos Espíritos superiores é outra. Os bons Espíritos só aconselham para o bem, suscitam bons pensamentos, desviam os homens da senda do mal, protegem na vida os que se lhes mostram dignos de proteção e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos.
    Podemos observar pelo exposto, que muitos pensamentos que povoam a nossa mente não têm origem em nós mesmos, mas sim em entidades desencarnadas. Disseram os Espíritos [LE-qst 460]:
    "Vossa alma é um Espírito que pensa; não ignorais que muitos pensamentos vos ocorrem, a um só tempo, sobre o mesmo assunto e freqüentemente bastante contraditórios. Pis bem: nesse conjunto há sempre os vossos e os nossos, e é isso o que vos deixa na incerteza, porque tendes em vós duas idéias que se combatem."
    Com relação à maneira de distinguirmos o nosso pensamento do pensamento estranho, as entidades disseram [LE-qst 461]:
    "Quando um pensamento vos é sugerido, é como uma voz que vos fala. Os pensamentos próprios são, em geral, os que vos ocorrem no primeiro impulso. De resto, não há grande interesse para vós essa distinção, e é freqüentemente útil não o saberdes: o homem age mais livremente; se decidir pelo bem, o fará de melhor vontade; se tomar o mau caminho, sua responsabilidade será maior."
    Observamos então que os Espíritos só têm o poder que nós lhes damos, pois só conseguem atuar em nós se nos encontrarem em situação favorável, seja positiva, no caso dos bons Espíritos, ou negativa, em se referindo às entidades infelizes.
    Para neutralizar a influência dos maus Espíritos, Kardec orienta:
    "Fazendo o bem e colocando a vossa confiança em Deus, repelis a influência dos Espíritos inferiores e destruís o império que desejam ter sobre vós." [LE-qst 469]
    Bibliografia
    1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
    2) O Livro dos Médiuns - Allan Kardec
    Apostila Original: Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora

    segunda-feira, 22 de março de 2010

    PORQUE REENCARNAMOS(MISSÃO ,PROVA OU EXPIAÇÃO)


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    PORQUE REENCARNAMOS
    (Missão, prova ou expiação)
    A Nossa Responsabilidade"A Humanidade sempre se dividiu ante novas descobertas. Não seria diferente agora. "É incoercível o avanço científico, sinalizando mudanças radicais sobre a vida humana. "Decisivamente, estamos num "mundo novo", onde se agigantam os conceitos de responsabilidade. "Porém, palmilhando a estrada divina da Vida, em face dos fantásticos e promissores avanços da biogenética, cumpre a todos os homens balizarem seus atos pela infalível bússola, que todos temos, também por graça de Deus, que é a consciência. "Para eventuais dúvidas, é simples a resposta para o reto proceder: basta perguntarem, a si mesmos, se gostariam de receber o que estão ofertando... "Com humildade, devem os cientistas prosseguir no seu maravilhoso afã, jamais se esquecendo que estão apenas manuseando processos - no caso, do sublime objeto que é a Vida. Pois, tanto um óvulo quanto um espermatozóide, com todo o "microuniverso" de características, são criações de Deus, não dos homens. Apenas o seu encontro, em diversas situações, gerando vida, sim, é manuseio humano - e sem sofismas: desde o primeiro casal na face da Terra". (GENÉTICA E ESPIRITISMO, de Eurípedes Kühl)). "(...) As reencarnações obedecem a mecanismos preciosos de justiça, estando a cargo de Entidades de elevada sabedoria. Valendo-se do registro individual de cada Espírito, tais "Construtores da Vida" organizam, com o máximo de cuidado e competência, o plano reencarnacionista de cada ser humano. Tal plano, privilegiando saúde, memória ou disponibilidade material, para cada etapa terrena, baseia-se, fundamentalmente, em duas vertentes: - merecimento individual e - passivo a resgatar perante as Leis Morais. "Definido e aprovado o plano, nas esferas espirituais elevadas, retorna o ser à carne, no mais adequado ambiente social. "Nesse contexto, encontraremos no mundo seres em missão, provação ou expiação. "Como conjectura, imaginamos que destacadas personalidades mundiais, em todos os campos da atividade humana, são criaturas que assumiram determinado compromisso consigo mesmas e perante o Plano Maior. Podem estar enquadradas numa das três situações acima. "Para levarem a bom termo suas tarefas, muitas delas são apetrechadas pelos Engenheiros Siderais com dispositivos genéticos que irão facilitar tal exercício. Tais dispositivos, em alguns casos, são como que um empréstimo, já que não fazem parte do seu patrimônio existencial, devendo ser empregado tão-somente para o fim a que destina, na situação previamente bem definida - antes da reencarnação. "Encontramos, assim, nos palcos do mundo, sobre os quais se concentram os holofotes da fama, criaturas consideradas "de outro planeta", tal o deslumbre que causam suas realizações. "(...) Tais pessoas têm amparo de Seres Iluminados, mas, sem dúvida alguma, isto tanto pode decorrer de merecimento como se constituir em oportunidade provacional, ambas com vistas à sua evolução". (GENÉTICA E ESPIRITISMO, de Eurípedes Kühl).
    O que é missão?- Missão é a incumbência, o encargo, a função ou o poder conferido a alguém para realizar algo. "Na codificação espírita, existem referências às missões de diferentes categorias, a iniciar pela de Allan Kardec, e outras missões, como a dos Espíritos, a dos homens de bem, a dos espíritas, a dos pais, a dos encarnados, etc". (O EVANGELHO SEG. O ESPIRITISMO, de Allan Kardec). Segundo Léon Denis, Emmanuel, André Luiz e outros Mentores Espirituais da Doutrina Espírita, este trabalho é planejado e executado a partir da erradicidade (Plano Espiritual) de modo permanente e contínuo, e sempre de acordo com o estágio evolutivo da Humanidade. Mas, sendo a Terra um planeta de provas e expiações, a maioria dos seres humanos que aqui reencarnam não vêm em missão, mas em prova ou expiação, isto é, para pagamento de débitos adquiridos aqui mesmo em vidas anteriores ou nesta mesma vida.
    O que é Provação?- "Provação é o ato ou efeito de provar. A provação geralmente é sofrida por alguém, a fim de determinar se já possui condições de vencer as vicissitudes e percalços da vida. Por exemplo: a provação da pobreza, da riqueza, da saúde, da inteligência, etc. Não é necessariamente uma expiação, mas apenas uma situação a ser vivida pelo indivíduo, para saber se já é capaz de resolvê-la a contento". (2)
    O que é Expiação?- "Ato ou efeito de expiar; castigo; penitência; cumprimento de pena. A expiação é o resultado do mau procedimento do indivíduo perante a Lei de Deus que está escrita na consciência de cada um. Funciona mais como uma corrigenda divina do que como castigo propriamente dito. O Espiritismo ensina que o culpado diante da consciência e de Deus pode expiar seus crimes na mesma existência em que cometeu o desatino ou em existência futura, quando terá chance de aproveitar melhor a lição que a vida lhe reserva. "(...) O certo é que Deus é Pai e Criador e não quer a destruição do pecador, mas a sua recuperação e a sua educação para a plenitude do existir com Ele. Na Natureza não há castigos nem recompensas, mas conseqüências". (DICIONÁRIO DE FILOSOFIA ESPÍRITA, de L.Palhano Jr).
    O "Dogma" da Reencarnação- "Dogma de quase todas a religiões antigas, cada qual com a sua versão, a reencarnação vem a ser elevada à condição de Lei Universal pelo Espiritismo, como condição sine qua non para a evolução de todos os seres viventes. Trata-se da doutrina da pluralidade das existências corpóreas, do renascimento, das muitas vidas corpóreas sucessivas que um Espírito necessita para aprender e aperfeiçoar-se, tanto na Terra como em outros planetas habitados do Universo. "Reencarnar é o fenômeno natural no qual um Espírito volta à vida corporal por um novo nascimento pela via uterina. Nascer de novo num novo corpo, desde à concepção. Um Espírito pode reencarnar quantas vezes necessitar para o seu aprendizado e evolução, sem perder sua individualidade, mudando apenas de personalidade, porque, a cada encarnação, ele sofre a influência do novo corpo, do novo ambiente físico e sócio-cultural, da nova família dos amigos, etc." (DICIONÁRIO DE FILOSOFIA ESPÍRITA, de L. Palhano Jr). No túmulo de Allan Kardec consta a inscrição: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, esta é a lei.
    TEXTOS DOUTRINÁRIOS:Allan Kardec, em O CEU E O INFERNO, 1a parte, cap. VII, Código Penal da Vida Futura, artigo 16o, nos alerta: "O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só; são precisas a expiação e a reparação". Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas conseqüências. O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação." E acrescenta, no artigo 17o "O arrependimento pode dar-se por toda parte e em qualquer tempo; se for tarde, porém, o culpado sofre por mais tempo." Até que os últimos vestígios da falta desapareçam, a expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que lhe são conseqüentes, seja na vida atual, seja na vida espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corporal. A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem se havia feito o mal. Quem não repara os seus erros numa existência, por fraqueza ou má vontade, achar-se-á numa existência ulterior em contacto com as mesmas pessoas que de si tiveram queixas, e em condições voluntariamente escolhidas, de modo a demonstrar-lhes reconhecimento e fazer-lhes tanto bem quanto mal lhes tenha feito. Nem todas as faltas acarretam prejuízo direto e efetivo; em tais casos a reparação se opera, fazendo-se o que se deveria fazer e foi descurado; cumprindo os deveres desprezados, as missões são preenchidas; praticando o bem em compensação ao mal praticado, isto é, tornando-se humilde se se tem sido orgulhoso, amável se se foi austero, caridoso se se tem sido egoísta, benigno se se tem sido perverso, laborioso se se tem sido ocioso, útil se se tem sido inútil, frugal se se tem sido intemperante, trocando em suma por bons os maus exemplos perpetuados. E desse modo progride o Espírito, aproveitando-se do próprio passado". NO LIVRO DOS ESPÍRITOS, Parte Quarta, Cap. II-Das Penas e Gosos Futuros, encontramos as questões seguintes: L.E. 978 - A lembrança das faltas que a alma, quando imperfeita, tenha cometido, não lhe turba a felicidade, mesmo depois de se haver purificado? - "Não, porque resgatou suas faltas e saiu vitoriosa das provas a que se submetera para esse fim". L.E. 983 - Não experimenta sofrimentos materiais o Espírito que expia suas faltas em nova existência? Será então exato dizer-se que, depois da morte, só há para a alma sofrimentos morais? "É bem verdade que, quando a alma está reencarnada, as tribulações da vida são-lhe um sofrimento; mas, só o corpo sofre materialmente". "Falando de alguém que morreu, costumais dizer que deixou de sofrer. Nem sempre isto exprime a realidade. Como Espírito, está isento de dores físicas; porém, tais sejam as faltas que tenha cometido, pode estar sujeito a dores morais mais agudas e pode vir a ser ainda mais desgraçado em nova existência. O mau rico terá que pedir esmola e se verá a braços com todas as privações oriundas da miséria; o orgulhoso, com todas as humilhações; o que abusa de sua autoridade e trata com desprezo e dureza os seus subordinados se verá forçado a obedecer a um superior mais ríspido do que ele o foi. Todas as penas e tribulações da vida são expiação das faltas de outra existência, quando não a conseqüência das da vida atual. Logo que daqui houverdes saído, compreendê-lo-eis. (273, 393 e 399)". "O homem que se considera feliz na Terra,porque pode satisfazer às suas paixões, é o que menos esforços emprega para se melhorar. Muitas vezes começa a sua expiação já nessa mesma vida de efêmera felicidade, mas certamente expiará noutra existência tão material quanto aquela". L.E. 984 - As vicissitudes da vida são sempre a punição das faltas atuais? "Não; já dissemos: são provas impostas por Deus, ou que vós mesmos escolhestes como Espíritos, antes de encarnardes, para a expiação das faltas cometidas em outra existência, porque jamais fica impune a infração das leis de Deus e, sobretudo, da lei de justiça. Se não for punida nesta existência, sê-lo-á necessariamente noutra. Eis por que um, que vos parece justo, muitas vezes sofre. É a punição do seu passado". (393). Também no EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Capítulo V, itens 8 e 9, encontramos esclarecimentos para este assunto: E.S.E. V, 8 - "As tribulações podem ser impostas a Espíritos endurecidos, ou extremamente ignorantes, para levá-los a fazer uma escolha com conhecimento de causa. Os Espíritos penitentes, porém, desejosos de reparar o mal que hajam feito e de proceder melhor, esses as escolhem livremente. Tal o caso de um que, havendo desempenhado mal sua tarefa, pede lha deixem recomeçar, para não perder o fruto de seu trabalho. As tribulações, portanto, são, ao mesmo tempo, expiações do passado, que recebe nelas o merecido castigo, e provas com relação ao futuro, que elas preparam. Rendamos graças a Deus, que, em sua bondade, faculta ao homem reparar seus erros e não o condena irrevogavelmente por uma primeira falta". E.S.E. V, 9 - "Não há crer, no entanto, que todo sofrimento suportado neste mundo denote a existência de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso. Assim, a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação." "Provas e expiações, todavia, são sempre sinais de relativa inferioridade, porquanto o que é perfeito não Isa ser provado. Pode, pois, um Espírito haver chegado a certo grau de elevação e, nada obstante, desejoso de adiantar-se mais, solicitar uma missão, uma tarefa a executar, pela qual tanto mais recompensado será, se sair vitorioso, quanto mais rude haja sido a luta." "Tais são, especialmente, essas pessoas de instintos naturalmente bons, de alma elevada, de nobres sentimentos inatos, que parece nada de mau haverem trazido de suas precedentes existências e que sofrem, com resignação toda cristã, as maiores dores, somente pedindo a Deus que as possam suportar sem murmurar. Pode-se, ao contrário, considerar como expiações as aflições que provocam queixas e impelem o homem à revolta contra Deus". "Sem dúvida, o sofrimento que não provoca queixumes pode ser uma expiação; mas, é indício de que foi buscada voluntariamente, antes que imposta, e constitui prova de forte resolução, o que é sinal de progresso". Bibliografia:1. O LIVRO DOS ESPÍRITOS, de Allan Kardec, Edição FEB, Questões citadas;2. O EVANGELHO SEG. O ESPIRITISMO, de Allan Kardec, Edição FEB, itens citados;3. O CÉU E O INFERNO, de Allan Kardec, Edição FEB, itens citados;4. GENÉTICA E ESPIRITISMO, de Eurípedes Kühl, Edição FEB;5. DICIONÁRIO DE FILOSOFIA ESPÍRITA, de L. Palhano Jr., Edições CELD, 1997.