terça-feira, 29 de dezembro de 2009

SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO




Capítulo III

II - Separação da Alma e do Corpo

154. A separação da alma e do corpo é dolorosa?

— Não; o corpo, freqüentemente, sofre mais durante a vida que no momento da morte; neste, a alma nada sente. Os sofrimentos que às vezes se provam no momento da morte são um prazer para o Espírito, que vê chegar o fim do seu exílio.

Na morte natural, que se verifica pelo esgotamento da vitalidade orgânica, em conseqüência de idade, o homem deixa a vida sem perceber: é uma lâmpada que se apaga por falta de energia.

155. Como se opera a separação da alma e do corpo?

— Os liames que a retinham, sendo rompidos, ela se desprende.

155-a. A separação se verifica instantaneamente, numa transição brusca? Há uma linha divisória bem marcada entre a vida e a morte?

— Não; a alma se desprende gradualmente e não escapa como um pássaro cativo subitamente libertado. Os dois estados se tocam e se confundem, de maneira que o Espírito se desprende pouco a pouco dos seus liames; estes se soltam e não se rompem.

Durante a vida, o Espírito está ligado ao corpo pelo seu envoltório material ou perispírito; a morte é apenas a destruição do corpo, e não desse envoltório, que se separa do corpo, quando cessa a vida orgânica. A observação prova que no instante da morte o desprendimento do Espírito não se completa subitamente; ele se opera gradualmente, com lentidão variável, segundo os indivíduos. Para uns é bastante rápido, e pode dizer-se que o momento da morte é também o da libertação, que se verifica logo após. Noutros, porém, sobretudo naqueles cuja vida foi toda material e sensual, o desprendimento é muito mais demorado, e dura às vezes alguns dias, semanas e até mesmo meses ou anos, o que implica a existência no corpo de nenhuma vitalidade, nem a possibilidade de retorno à vida, mas a simples persistência de uma afinidade entre o corpo e o Espírito, afinidade que está sempre na razão da preponderância que, durante a vida, o Espírito deu à matéria. É lógico admitir que quanto mais o Espírito estiver identificado com a matéria, mais sofrerá para separar-se dela. Por outro lado, a atividade intelectual e moral, a elevação dos pensamentos, operam um começo de desprendimento, mesmo durante a vida corpórea, e quando a morte chega, é quase instantânea. Este é o resultado dos estudos efetuados sobre os indivíduos observados no momento da morte. Essas observações provam ainda que a afinidade que persiste, em alguns indivíduos, entre a alma e o corpo, é às vezes muito penosa, porque o Espírito pode experimentar o horror da decomposição. Este caso é excepcional e peculiar a certos gêneros de morte, verificando-se em alguns suicídios.

156. A separação definitiva entre a alma e o corpo pode verificar-se antes da cessação completa da vida orgânica?

— Na agonia, às vezes, a alma já deixou o corpo, que nada mais tem do que a vida orgânica. O homem não tem mais consciência de si mesmo, e não obstante ainda lhe resta um sopro de vida. O corpo é uma máquina que o coração põe em movimento. Ele se mantém enquanto o coração lhe fizer circular o sangue pelas veias e para isso não necessita da alma.

157. No momento da morte, a alma tem às vezes uma aspiração ou êxtase, que lhe faz entrever o mundo para o qual regressa?

— A alma sente, muitas vezes que se quebram os liames que a prendem ao corpo, e então emprega todos os seus esforços para os romper de uma vez. Já parcialmente separada da matéria, vê o futuro desenrolar-se ante ela e goza por antecipação do estado de Espírito.

158. O exemplo da larva, que primeiro se arrasta pela terra, depois se fecha na crisálida, numa morte aparente, para renascer numa existência brilhante, pode dar-nos uma idéia da vida terrena, seguida do túmulo e por fim de uma nova existência?

— Uma pálida idéia. A imagem é boa, mas é necessário não tomá-la ao pé da letra, como sempre o fazeis.

159. Que sensação experimenta a alma, no momento em que se reconhece no mundo dos Espíritos?

— Depende. Se fizeste o mal com o desejo de fazê-lo, estarás, no primeiro momento, envergonhado de o haver feito. Para o justo, é muito diferente: ele se sente aliviado de um grande peso porque não receia nenhum olhar perquiridor.

160. O Espírito encontra imediatamente aqueles que conheceu na Terra e que morreram antes dele?

— Sim, segundo a afeição que tenham mantido reciprocamente. Quase sempre eles o vêm receber na sua volta ao mundo dos Espíritos e o ajudam a se libertar das faixas da matéria. Vê também a muitos que havia perdido de vista durante a passagem pela Terra; vê os que estão na erraticidade, bem como os que se encontram encarnados, que vai visitar.

161. Na morte violenta ou acidental, quando os órgãos ainda não se debilitaram pela idade ou pelas doenças, a separação da alma e a cessação da vida se verificam simultaneamente?

— Geralmente é assim; mas, em todos os casos, o instante que os separa é muito curto.

162. Após a decapitação, por exemplo, o homem conserva por alguns instantes a consciência de si mesmo?

— Freqüentemente ele a conserva por alguns minutos, até que a vida orgânica se extinga de uma vez. Mas muitas vezes a preocupação da morte lhe faz perder a consciência antes do instante do suplício.

Não se trata, aqui, senão da consciência que o supliciado pode ter de si mesmo como homem, por meio do corpo, e não como Espírito. Se não perdeu essa consciência antes do suplício, ele pode conservá-la por alguns instantes, mas de duração muito curta, e a perde necessariamente com a vida orgânica do cérebro. Isso não quer dizer que o perispírito esteja inteiramente desligado do corpo, mas pelo contrário, pois em todos os casos de morte violenta, quando esta não resulta da extinção gradual das forças vitais, os liames que unem o corpo ao perispírito são mais tenazes, e o desprendimento completo é mais lento.


ETERNIDADE QUE LIBERTA


Eternidade que liberta

Por: Bruno J. Gimenes - Mensagem recebida espiritualmente.

Astrol, um Ser de Amor!

Surgiu Astrol!

Cancelando minhas ondas mentais frenéticas voltadas para assuntos banais e materiais, surgiu Astrol, esse Ser de Amor!

Seu magnetismo limpou a sala da energia das minhas confusões mentais. Foi quando suas emanações me fizeram parar tudo, como se o relógio do mundo estivesse também parado, e nesse tempo do não tempo ele expôs:

"Esse tempo! Que grande armadilha! Quanta confusão, quanto medo, quantos erros por causa do tempo terrestre.

As almas... Essas fluem livres pelo fluido astral, sem hora para sair, sem tempo, sem limites.

E nós não sabemos contar o tempo... Não olhamos o calendário, não nos assustamos com a eternidade, porque ela é nossa amiga. Amiga dos espíritos impuros, amiga dos puros. Está contribuindo para os conscientes ou inconscientes.

É uma pena que a eternidade não exista na mente humana, se assim fosse, o stress seria dizimado com facilidade. Essa falta de compreensão sobre a eternidade aprisiona os homens ao relógio, ao calendário, a idade material, as rugas e marcas de expressão do veículo perecível.

Sentir a força da eternidade é despertar a esperança do fundo dos nossos corações. É saber-se ilimitado porque sempre há o que melhorar, sempre há como começar de novo, sempre há uma próxima vez, um renascer.

A eternidade da natureza universal é o que não nos deixa morrer. É ela que não nos deixa perder para a morte do corpo físico, seja nosso ou de qualquer um, seja homem ou animal.

Essa obra prima da vida chamada eternidade tem a capacidade de remodelar a consciência humana. Agora, é preciso querer. É necessário ser candidato a ativação dessa consciência que remove tantas limitações humanas.

Nunca se esqueçam: todas as mágoas serão curadas. Todos os pólos serão ajustados. Todas as pontas se encontrarão. Todo insolúvel se dissolverá. Tudo graças ao tempo da Eternidade, que é o tempo do imortal, do infinito evolutivo, que nos lapida, nos ilumina e nos liberta. Viva com a consciência do eterno, liberte-se"!


Verdade, retidão e entrega espiritual, essa é sua marca!

Astrol, um Ser de Amor!


Mensagem recebida espiritualmente

domingo, 22 de novembro de 2009

POR QUE FICAMOS DOENTES?


Por que ficamos doentes?

por: Bruno J. Gimenes

Todos nós somos seres animados, temos magnetismo, alma, carisma. Essa força que nos anima é um sopro de vida, uma energia primordial que habita nossos corpos, nos confere vitalidade, movimento, força, ação.

Essa energia já foi ao longo da história e de acordo com os diferentes povos, denominada de vários nomes. Para facilitar, aqui, vamos chamar apenas de força de vida.

Podemos chamar assim porque esse sopro de vida é a força da existência que nos ilumina, nos ativa e faz com que todos os nosso movimentos, sistemas e possibilidades aconteçam.

Um equipamento elétrico só funciona se ligado na tomada. Um ser vivo, só pode assim ser considerado se estiver recebendo essa força de vida. Nós seres humanos estamos sempre procurando formas de definir Deus, pois bem, essa é mais uma definição: Deus é a força que nos dá vida.

Captamos esse fluxo a todo instante, abundantemente. Você não precisa acionar um botão ou abrir uma torneira para que essa energia lhe abasteça, basta você existir que ela fluirá.

É um tipo de energia sutil, invisível, emanada pelo universo em freqüências muito elevadas. Quando essa força se aproxima da Terra e mais precisamente dos homens, ela se torna um pouco mais densa a fim de encontrar maior compatibilidade com nossas frequências. Poderíamos dizer que essa força se ajusta na sintonia perfeita para alimentar de vida nossos corpos e mentes.

O espírito é quem recebe diretamente essa força de vida. Ele consegue absorver constantemente esse fluxo. Todo espírito possui uma aura, assim como toda lâmpada acesa oferece uma luminosidade que abrange determinada área.

Essa aura é responsável por alimentar o corpo físico, mental e emocional com vitalidade, formando um verdadeiro campo de força, sempre abastecido por essa energia primordial. Esse fluído da vida dança livremente por nosso campo energético, abastece os chácras e os nadis, e por conseqüência energiza todas as funções orgânicas do corpo físico. Dessa forma a vida acontece, organiza e mantém a fisiologia de nossos corpos.

Fazendo uma analogia, vamos imaginar que o corpo físico de uma pessoa é um motor e a força vital é o seu combustível. Todo motor necessita do combustível ideal baseado na sua especificação. A exemplo: um motor a álcool não pode usar óleo diesel, por que se assim for, vários problemas surgiram decorrentes da não compatibilidade desse combustível com a mecânica do motor, não é mesmo?.

O motor a álcool foi projetado para usar álcool, logo esse será sua fonte de energia, de movimento, de trabalho. Essa especificação deve ser respeitada.

E quanto a nós seres vivos? Que tipo de combustível nos alimenta, nos dá força e movimento?

É exatamente essa força de vida a qual estamos falando. Uma energia não física, abundante em nossa atmosfera planetária. Contudo, existem vários agentes capazes de modificar demasiadamente o padrão dessa força. Os principais são: nossos pensamentos e sentimentos! Sim, nossos pensamentos e sentimentos! Eles tem a capacidade de qualificar ou desqualificar esse fluído, e o mal maior da humanidade é que nossos equívocos conscienciais, nossas emoções densas, desejos primitivos e materialismo tem moldado em nós mesmos um campo de energia que retém a passagem desse fluxo. Em outras palavras, nossas emoções e pensamentos confusos estão barrando a absorção da força de vida, essencial aos nossos corpos.

Por que ficamos doentes?

Porque essencialmente geramos pensamentos e emoções que densificam a nossa aura corpórea, impedindo que a energia vital nos abasteça. E somos nós que causamos a doença, somos sempre os criadores. Somos nós que modificamos os nosso combustível!
E o motivo pelo qual a dor e doença são sinais que avisam conduta mental emocional desequilibrada é pelo simples fato que os sentimentos e emoções densas são os bloqueadores dessa força de vida. Se estamos ficando doentes é porque bloqueamos energia vital, logo estamos pensando e sentindo vibrações densas.

A lição que uma doença traz é sempre a mesma, os recados são sempre iguais: mude os pensamentos, mude as emoções!

Da mesma forma que os pensamentos e emoções desqualificados formam energias corpóreas densas que travam a passagem da força de vida através de nossos corpos, os pensamentos e emoções elevados tem a capacidade de limpar e sutilizar essas energias, proporcionando livre trânsito da força de vida através de nós.

Daí a importância da oração, da meditação, do equilíbrio emocional, do controle mental. Tudo que pudermos fazer, de forma natural, para encontrar esse equilíbrio, será benéfico curativo e reparador a nossa existência.

Toda força densa, pesada, confusa gerada por nossas condutas, será nociva tanto paro o corpo quanto para alma. Nosso maior desafio nessa vida é esse controle, esse equilíbrio. Mais uma comprovação que a verdadeira evolução espiritual acontece quando aprendemos a equilibrar nossos pensamentos e emoções. Também a constatação que evolução espiritual faz bem a saúde, pois quando nos elevamos, nossos corpos ficam mais saudáveis.

E essa talvez seja uma das explicações mais razoáveis que mostram que a dor e a doença ainda são tão importantes para a evolução humana, porque é o sofrimento que tem levado o homem a refletir sobre seus valores e seus papéis.

No nosso corpo, essa comunicação que ocorre para nosso consciente através da dor é codificado de acordo com o tipo de doença ou sintoma. De forma geral, toda dor ou doença mostra necessidade de mudança, no entanto, a localização, o tipo de doença tem uma linguagem precisa, muitas vezes direta. Hoje em dia, existem inúmeras literaturas que apresentam estudos aprofundados a respeito da linguagem do corpo e sua comunicação direta, que relaciona o tipo de aprendizado ao tipo de doença e localização específica. Por exemplo: se a dor é no dedo médio direito há um ensinamento específico, se é no ouvido esquerdo também há, e assim por diante.

Podemos concluir que qualquer atividade ou ação realizada no sentido de mudar o sentimento ou emoção que a mensagem intrínseca a doença traz, surtirá efeito de cura e bem estar. Essa visão mostra a importância de cultivarmos um estilo de vida voltado para o equilíbrio e a paz interior. Vai além quando demonstra claramente a importância da abordagem holística para tratamento de doenças em geral, e que, principalmente o corpo é apenas o sinalizador que manifesta que algo vai errado. Logo a cura deve ultrapassar a barreira do físico, chegando ao não físico.

Os remédios e as cirurgias da medicina ocidental são realmente importantes e salvam vidas, mas não tem a capacidade de tocar na alma, onde reside a cura profunda, completa. Precisamos de uma vez por todas compreender que o ser humano avançará muito no que tange a sua qualidade de vida, quando aprender a unir medicinas, jamais provocar movimentos que criem competição entre elas, porque são igualmente importantes. Acima de tudo, o homem jamais poderá ser negligente com a sua própria existência, acreditando ilusoriamente, que uma dor, doença ou acontecimento negativo em sua vida seja mera obra do acaso. Enquanto necessitarmos da pedagogia da dor e do sofrimento para nosso aprendizado, precisaremos ficar de olhos bem abertos para qualquer tipo de ocorrência em nossas vidas. Dessa forma nos tornaremos bons alunos e aumentaremos muito as nossas chances de ter saúde integral, em todos os aspectos, físico, mental, emocional e espiritual.

Por: Bruno J. Gimenes

Escritor, pesquisardor, professor, congressista. Autor de 3 Livros. Criador da Fitoenergética, co- Fundador do Luz da Serra.

O QUE FAZER QUANDO VOCÊ É TESTADO



Conforme vamos caminhando nesta senda da espiritualidade, alguns testes nos são colocados. Acontecem muitas averiguações da nossa fé e se estamos imbuídos verdadeiramente em seguir em frente. Para isso, grandes desafios surgem para nós enfrentarmos. Diante disso, estar nesta caminhada evolutiva, orando e vigiando constantemente não nos abstém de olhar de frente o nosso maior obstáculo: nós mesmos.

Podemos dizer que o mesmo se aplica a nossa própria proteção, que nada será eficaz diante da ausência da efetiva aplicação do nosso poder pessoal. Focar-se na sua reforma íntima em meio às situações cotidianas que vivemos nem sempre (para não ser generalista) é fácil. Normalmente nos solicita empenho, vontade, atenção, iniciativa, desalienação, humildade e muita ação.

Viver a espiritualidade demanda estar coerente 24 horas com seu propósito pessoal e coletivo. Propõe seguirmos em frente, mesmo que diante dos nossos principais pesadelos. Afinal, são eles nossos maiores mestres nesta existência. Manter a consciência de sermos eternos aprendizes auxilia muito a não recuarmos. Principalmente, não fugirmos nos momentos de embate com nossos maiores resgates.

Infelizmente, estar no caminho da espiritualidade não significa que não iremos mais sofrer, tendo que aprender pela dor. Deveria nos fazer estar em estado de vigília. Atentos a qualquer sincronicidade que o universo esteja sinalizando. Porém, somos seres humanos, portanto imperfeitos.

Antevendo situações de confronto, o primeiro inimigo oculto a ser vencido é o orgulho (ego e a vaidade estão no mesmo pacote). Para isso, se cerque da humildade em aceitar sua dificuldade. Em seguida, peça ajuda. Utilize seu poder pessoal para criar oportunidades de crescimento individual e coletivo. Una forças com aqueles que um dia já estiveram na mesma situação. Ninguém é tão bom sozinho. Nunca somos abandonados, nós é que antes abandonamos. Somos nós que viramos a cara para espiritualidade quando deixamos de enfrentar nossas provas de evolução.

Se manifeste solicitando apoio (seja humano, literário, auditivo...). Se permita crescer consigo mesmo diante do próximo passo a ser dado em sua caminhada evolutiva. É preciso constância para manter nossa firmeza. Não basta brilharmos eventualmente, é necessário estarmos polindo diariamente nossa jóia interior.

Como dizia o Imperador Meiji em seus poemas: Mesmo que os ventos sacudam a casa, as dificuldades poderão ser superadas, se os irmãos estiverem em harmonia. Não importa o que aconteça em minha vida, gostaria que meu coração e a minha alma continuassem abertos e livres. Por isso, não se prenda as amarras do falso eu não vou conseguir. Use seu poder pessoal para ir além, ir em frente. Mesmo vindo do plano espiritual o desafio, ele nos deixa à mão as ferramentas que precisamos para enfrentá-lo.

Para isso, é preciso vencer a nossa inércia. Sairmos da nossa zona de conforto (que nem percebemos, mas já estamos dentro dela). Despertar da obsessão silenciosa que permitimos entrar em nossa vida. Voltar a estreitar relações com nossos amigos espirituais. Quebrar barreiras que muitas vezes nós mesmos criamos. Regressar ao exato ponto que desviamos do nosso caminho.

Praticar a humildade neste momento ajuda muito. Apesar de nos considerarmos erroneamente evoluídos, somos crianças aprendendo a engatinhar. Aprenda a ouvir. Sentir com o coração. Aceitar sua inferioridade e cautelosamente encará-la de frente buscando uma solução. Boa vontade. Abra-se para seguir em frente e prepare-se para a beleza de mais uma lição neste planeta escola chamado Terra.

COMO ANDA SUA EVOLUÇÃO ESPIRITUAL ?



Essa com certeza não é uma pergunta que ouvimos com facilidade! Encontramos as pessoas pelas ruas, convivemos em casa, no trabalho, nas rotinas do dia-a-dia, sempre em contato direto com muita gente, mesmo assim, não é uma pergunta comum de se ouvir.. Os diálogos entre as pessoas se desenvolvem com grande facilidade, em todos os lugares, a todo momento, ainda assim, é pouco provável que alguém lhe pergunte: " - Como anda a sua evolução espiritual?"

O mais frequente são as perguntas relacionadas a questões como saúde, finanças, amigos, familiares, até mesmo um singelo: " - Como vai você?"

Esse texto tem o objetivo de estimular uma reflexão mais profunda em relação ao sentido da vida, ao motivo da nossa existência ou ainda, a real finalidade de nossa encarnação: a evolução! Assim sendo, não temos o costume de perguntar aos outros, tampouco somos questionados a respeito desse tema.

E por que esse não é um assunto que chama a atenção? Por que a maioria de nós só reflete sobre a vida em momentos de dificuldades? Ou quando enfermos? Ou no leito de morte?

Se todos nós temos uma missão nesse Planeta, porque não temos o costume de refletir sobre isso? Por que deixamos de lado? Por que fazemos de conta que não é importante?

É isso que se chama ilusão?

Se realmente temos uma missão evolutiva nessa existência, logo nossa mais importante tarefa no período da vida seria fazer de tudo para que essa tarefa fosse realizada com êxito. Não seria essa nossa mais importante meta?

Então por que na prática não acontece?

-Porque não somos espiritualizados, que é o mesmo que dizer que não temos consciências das leis naturais que regem a humanidade em todo seu contexto.

-Porque não temos a perspectiva da eternidade.

-Porque ainda estamos presos à ilusão da matéria, nos separando da Fonte, criando o ego negativo, que é o causador de toda dor e sofrimento.

-Porque fomos e ainda somos desestimulados a crer no plano espiritual, e o pior: aceitamos essa realidade passivamente.

-Porque estamos fascinados com o que apenas os olhos físicos podem ver.

-Porque muitos de nós equivocadamente entendemos que a evolução espiritual só se dá através das religiões, e como essas já não conseguem mais responder aos anseios da humanidade, (em alguns casos não tem mais credibilidade ) alguns desistem dessa busca.

-Porque nos dias atuais a educação moderna não nos ensina mais a pensar, preferencialmente nos oferece os pensamentos prontos, e, novamente aceitamos.

-Porque mesmo com tantas dificuldades e conflitos, ainda assim, estamos acomodados em nossas "zonas de conforto". Porque em muitos casos temos preguiça de mudar, de começar. É mais fácil deixar como está.

-Por essas e por outras causas, a humanidade, em sua maioria, de maneira ilusória, têm acreditado que a missão de cada ser nesse mundo é progredir principalmente no aspecto material, nesse capitalismo, que se mostra uma das causas responsáveis pela baixa imunidade do Planeta.

É claro que esses são apenas alguns dos diversos motivos que nos deixam ainda cegos para as verdades universais, distantes de assimilarmos a sabedoria divina e habilidade para seguir evoluindo. A história da humanidade mostra claramente uma lei inquestionável: a evolução constante. Não há como barrar essa natureza de Deus, que nos faz concluir que temos que acompanhar esse fluxo, e evoluir de qualquer jeito! Como já sabemos: pelo amor ou pela dor.

Buscar a evolução espiritual é ansiar definitivamente por interromper essa pedagogia universal do ensino pelo sofrimento. Já chega!

Está mais do que na hora de tornarmo-nos conscientes de nós mesmos e de nossos papéis. Esse movimento se chama: Evolução Espiritual.

Estamos falando de uma evolução espiritual acessível para todos os seres, em todos os lugares do mundo. Alertando para a necessidade de compreendermos o motivo real de nossas existências, das situações da vida e das transformações necessárias a qual todos somos submetidos, com o mesmo propósito evolutivo.

Chegou o momento, o século XXI, a Nova Era, a Transição Planetária, a Era Digital, e tantos outros movimentos do universo. Tudo manifestando fortes indícios de que nós já podemos dar um salto em busca de um novo patamar de consciência e felicidade.

Jamais em toda a história da humanidade conseguimos reunir tantas condições favoráveis para que o mundo pudesse dar esse salto evolutivo nunca antes imaginado. Com liberdade e consciência. Mas para essa jornada começar a acontecer dentro de você, para que as transformações positivas se iniciem em sua alma, precisamos lhe perguntar algo. Além disso, queremos lhe convidar que você responda essa pergunta fazendo uma profunda e dedicada reflexão sobre:

Como anda a sua evolução espiritual?

Responda essa pergunta do fundo da sua alma, reflita, medite e entre nessa viagem chamada Evolução Espiritual!

sábado, 7 de novembro de 2009

VIAJANDO PARA FORA DO CORPO


Viajar para fora do corpo:
a experiência do eterno

Para algumas pessoas, a prosaica noite de sono é repleta de aventuras. Através da projeção astral é possível encontrar uma pessoa querida que já não vive mais, aprender com espíritos mais evoluídos ou mesmo vivenciar uma vida anterior

DÉBORA LERRER

Conscienciologia e Projeciologia

Após 30 anos de estudo e compilação de referências sobre a projeção de consciências, Waldo Vieira, 65 anos, dentista, formado em medicina e pós-graduado em cosmética, aconselha: "Não acredite em nada nem ninguém. Faça a sua experiência pessoal. Tenha a sua vivencia própria". Em 1988, Vieira fundou o Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, o IIPC, para dar seguimento ao estudo da ciência que são a Projeciologia (projeção da consciência ou experiência fora do corpo) e a Conscienciologia (que pesquisa o ego ou personalidade de maneira integral).

"Todos nós saímos do corpo, mas a grande maioria não percebe. Muitos nem se lembram que sonharam, imagina se vão se lembrar que saíram do corpo", diz o médico cardiologista Hernande Leite, 42, que coordena o IIPC em São Paulo. Segundo ele, 89% se projetam sem lucidez, cerca de 8% têm uma projeção parte lúcida e parte inconsciente, que é confundida com o sonho, e somente 2% da população tem projeção totalmente lúcida. Com sede mundial no Rio de Janeiro e 64 escolas-laboratórios em diversas cidades brasileiras, o IIPC tem sedes na Argentina, Canadá, Inglaterra, Portugal, Espanha e Estados Unidos. O instituto promove cursos de técnicas para vivenciar a experiência lúcida fora do corpo e se dedica à pesquisa científica de manifestações da consciência e fenômenos paranormais.

Waldo Vieira trabalhou dez anos com Chico Xavier, com quem escreveu dez dos 40 livros que já tem publicado. Dono de uma coleção de 5.000 livros sobre o assunto, Vieira decidiu descolar a experiência de projeções fora do corpo das visões esotéricas e espiritualistas, optando por uma abordagem mais científica. "Sou contra religião. Ela só é boa para a massa impensante (sic). Para uma pessoa madura é uma tolice se submeter aos outros, é uma fuga. Esse misticismo para mim é doentio".

Imbuídos de fervor científico, os membros do IIPC rejeitam qualquer conexão com religião e o misticismo. Seus experimentos partem da experiência dos próprios projetores, com a preocupação de baseá-las em princípios considerados científicos. Para tanto desenvolveram o que eles chamam de "paradigma consciencional", que parte do princípio de que existem outras dimensões e propõe que o próprio sujeito da consciência estude a si mesmo quando projetado para fora do corpo. O fato de manter a lucidez durante a projeção é o que, segundo eles, permite que este processo seja estudado. "Na projeção você está totalmente consciente. O sonho é uma criação da sua mente, você não domina aquela ação", explica Leite.


O trabalho do IIPC está centrado na Conscienciologia, termo que Waldo cunhou para denominar o estudo da consciência (ego, alma, essência) em todas as dimensões, tanto as manifestas dentro do corpo como fora dele. A Projeciologia seria a parte prática da conscienciologia, tanto no que se refere a projeções energéticas da consciência - quando só a energia da pessoa é projetada, como nos passes - como as projeções da consciência para fora do corpo humano. A Experiência da Quase Morte (EQM) é considerada pelos "conscienciólogos" uma evidência da capacidade que o ser humano tem de seprojetar para fora do corpo.

"Muitas pessoas relatam terem se visto flutuando em cima de seu corpo durante uma parada cardíaca, conseguindo detalhar os procedimentos dos médicos naquele momento", conta o cardiologista Hernande Leite, que já ouviu vários desses relatos e, dependendo da abertura que o paciente lhe der, costuma usar as projeçõs que vivencia para atendê-los melhor.

De acordo com ele, o maior objetivo do IIPC é a "evolução consciencional". "Temos imaturidades e maturidades nos nossos comportamentos. Quando mais evoluída a consciência, mais madura ela é nos seus comportamentos, mais respeito tem por sua própria vida, mais compreensão da existência dela, deixando de lado a futilidade e a frivolidade do comportamento social de hoje. A pessoa tende a não ter esta competição e esta perseguição às outras".


Projeciologia com espiritualidade

Aos 15 anos, o carioca Wagner Borges começou a ter experiências fora do corpo sem querer, espontaneamente. "Em agosto de 77, comprei a revista Planeta, que tinha uma reportagem sobre saída do corpo, e aí descobri que não estava maluco", recorda. A partir de então começou a devorar todos os livros que aparecessem e que abordassem algum assunto vinculado ao tema. Hoje, aos 38 anos, Borges é o fundador do Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas, em São Paulo, onde promove cursos, palestras e grupos de estudo sobre o tema. Após muitos anos pesquisando e dando palestras e aulas na linha de Waldo Vieira, Borges decidiu trilhar caminho próprio, enveredando por uma linha mais espiritualista.

"Eles não querem envolvimento espiritual, mas para mim não dá para separar uma coisa da outra", explica ele. "Uma pessoa pode estudar temas espirituais e continuar na religião dela. Nunca peço aos meus alunos para trocarem de religião. Cada um adapta o que aprender dentro de sua linha".

Ele acredita que sair conscientemente do corpo ajuda os seres humanos a se tornarem melhores. "Se uma pessoa tem um certo nível espiritual, ela é incapaz de fazer mal para alguém, pois sabe que tudo de mal que fizer volta".


Na opinião dele, a maior vantagem da projeção lúcida é o contato com seres espirituais evoluídos, através do qual a pessoa tem oportunidade de aprender muitas coisas sobre a vida e sobre si mesmo. "Uma experiência do lado de lá te faz viver melhor do lado de cá", diz ele.

Borges também acredita que a saída fora do corpo ajuda as pessoas a curarem traumas, porque podem fazer uma regressão de memória mais forte, fora do corpo, e reviver algum fato traumático que tenham vivenciado, libertando-se dele.

Embora Borges promova cursos onde ensina técnicas de projeção, ele reconhece que nem todo mundo consegue. "É como em qualquer curso, nem todos se dão bem". Ele também acha que a intenção de cada um também determina o sucesso ou não da projeção. "Tem gente que quer se projetar para viajar para Paris, outro para ver a vizinha pelada. Dependendo da intenção que você tem, você pode atrair coisas ruins". Mas, segundo ele, não existe risco de alguém se perder no além, ou de que algum espírito ocupe seu corpo enquanto você está fora. "É tudo lenda". Ele afirma que quando a consciência se projeta o espírito fica ligado ao corpo físico por um conduto energético que os antigos chamavam de cordão de prata, uma extensão de luz brilhante.


Veja se você costuma sair do corpo

Segundo Wagner Borges, há vários sintomas de projeção do corpo. Normalmente as pessoas sentem estes sintomas durante o sono, mas devido à falta de informação do que está acontecendo, ficam com medo de contar para outras pessoas. Veja algumas das sensações decorrentes da soltura do corpo espiritual em relação ao físico:

- Catalepsia projetiva: A pessoa acorda no meio da noite (ou mesmo numa soneca durante o dia) e descobre que não consegue se mexer. Parece que uma paralisia tomou conta do corpo. Ela não consegue mexer um dedo sequer. Tenta gritar para chamar alguém, mas não sai voz nenhuma. A pessoa luta tenazmente para sair desse estado, mas parece que uma força invisível tolheu-lhe os movimentos. Inclusive, pode ter alguém deitado do lado e não perceber nada do que está acontecendo tão perto. Dominada por aquela paralisia, a pessoa grita mentalmente: "Eu tenho que acordar! Isso deve ser um pesadelo!" Mas ela já está acordada, só não consegue se mover. Devido ao pânico que a pessoa sente, seus batimentos cardíacos se aceleram. A adrenalina se espalha pela circulação e estimula o corpo. O resultado disso é que a pessoa recupera os movimentos abruptamente, normalmente com um solavanco físico (espasmo muscular). Em poucos momentos, seu cérebro racionaliza o fato e dá a única resposta possível: - Foi um pesadelo! Algumas pessoas mais impressionáveis podem fantasiar algo e jogam a culpa da paralisia em demônios ou seres espirituais. Na verdade, a pessoa acordou no meio de um processo decorrente da mudança do padrão de vibrações do corpo espiritual em relação ao corpo físico. Ela acordou num estado transicional dos corpos. Simplesmente ela despertou para uma situação que ocorre todas as noites quando ela dorme. Antes, ocorria com ela adormecida, e naquela situação ela acordou bem no meio da transição. Se a pessoa ficar quieta e não tentar se mover, sentirá uma sensação de flutuação por sobre o corpo. Ocorrerá um desprendimento espiritual consciente! E então ela poderá comprovar na prática que aquilo é realmente uma saída do corpo. Se ela não quiser a experiência, é só tentar mover o dedo indicador de uma das mãos ou uma das pálpebras, assim ela recupera o movimento tranqüilamente.



- Ballonemant: A pessoa acorda e sente a sensação de estar inflando (semelhante a um balão inflando). Na verdade, é sua aura que está dilatando, mas como ela não sabe disso, pensa que é o corpo que está crescendo e inchando em todas as direções. Se a pessoa ficar quieta e deixar a sensação continuar, ela se projetará suavemente para fora do corpo. Não há perigo algum. Inclusive, essa sensação é muito familiar a sensitivos e médiuns em geral, pois eles têm forte tendência de soltura energética.

- Sensação de falsa queda durante o sono ou cochilo: Quase todo mundo já sentiu isso alguma vez. A pessoa está deitada cochilando (hipnagogia) e, repentinamente, tem a sensação de estar escorregando ou caindo abruptamente da cama. Então, ela desperta com um solavanco físico e um pequeno susto. O que aconteceu? Simplesmente seu corpo espiritual deslocou-se uma polegada para fora do alinhamento vibratório com o corpo físico e foi tracionado vigorosamente para dentro, pois o metabolismo ainda estava ativo e impediu uma soltura maior.

- Estado vibracional: a pessoa desperta no meio do sono e sente uma série de vibrações (descargas energéticas) propagando-se pelo seu corpo. Parece que ela tem uma tempestade elétrica percorrendo seu corpo, às vezes acompanhada de fortes zumbidos dentro da cabeça. Isso ocorre porque o corpo espiritual acelera suas vibrações para escapar das lentas vibrações do corpo denso. Se a pessoa ficar quieta e deixar a sensação continuar, ela se projetará em instantes.


sábado, 3 de outubro de 2009

POR QUE FAZER O EVANGELHO NO LAR



O QUE É O EVANGELHO NO LAR?

O Estudo do Evangelho no Lar é uma reunião em família, num determinado dia e hora da semana, para uma troca de idéias sobre os ensinamentos cristãos, em proveito do nosso próprio esclarecimento e do equilíbrio no lar.

Não é nenhuma invenção do Espiritismo, mas uma prática ensinada pelo próprio Mestre Jesus, que se reunia com os apóstolos e seguidores na casa de Pedro, em Cafarnaum, noutras aldeias e no próprio Tiberíades, em torno dos sagrados escritos.

Conhecido também como Culto Cristão do Lar, o estudo do Evangelho é, ao mesmo tempo, um encontro fraternal do qual participam os espíritos familiares e demais interessados no progresso moral do grupo. Outros aproveitam para se esclarecer, também como nós.

É uma prática cristã que a Doutrina Espírita recomenda como recurso poderoso contra a obssessão, de grande alcance na limpeza e higiene espiritual do lar. É um canal de comunicação com Jesus e sintonia com os bons espíritos.

É uma das formas mais saudáveis de fraternidade, que começa na família através do diálogo sincero e do exercício da caridade. Cada lição do Evangelho é um roteiro de luz e de bençãos para o grupo familiar e para toda a área em que esteja instalado o lar que o pratique.
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POR QUE FAZER O EVANGELHO NO LAR?

O Estudo do Evangelho no Lar abre as portas da nossa casa aos benefícios espirituais, da mesma forma que desentendimentos, brigas e xingamentos favorecem o assalto das sombras (Richard Simonetti). Atrai os bons e afasta ou esclarece os maus espíritos.

Conduz-nos a uma compreensão racional dos ensinamentos do Cristo, levando-nos ao esclarecimento e à aceitação de tê-los como roteiro seguro para nossas vidas. Ajuda-nos a superar as dificuldades no lar e fora dele, acendendo-nos a luz da compreensão e da paciência.

Modifica o padrão vibratório dos nossos pensamentos e sentimentos, desanuviando as nossa mentes congestionadas das criações inferiores, agentes da enfermidade e dos desequilíbrios. Com Jesus no Lar, pelo estudo e vivência do Evangelho, tem-se a verdadeira paz.

Com o Evangelho no Lar formamos as defesas magnéticas da nossa casa, impregnando o ambiente espiritual das energias positivas que desestimulam toda ação maléfica. É uma verdadeira segurança espiritual que passa a funcionar em benefício de todo o grupo.

Além da ajuda que essa prática proporciona no programa espiritual de todo o grupo familiar, estende a caridade aos vizinhos e a quantos se sintam também estimulados a mudar com o nosso exemplo Quantos espíritos igualmente se beneficiam com essa fonte de luz!
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COMO FAZER DO EVANGELHO NO LAR?

Escolha um dia e uma hora da semana em que seja possível a presença de todos os membros da família ou da maior parte deles. Observar rigorosamente esse dia e horário para facilitar a assistência espiritual e consolidar o hábito da reunião.

Inciar a reunião com uma prece simples e espontânea num local da casa menos exposto às perturbações exteriores, em seguida, fazer a leitura de um trecho de "O Evangelho Segundo o Espiritsmo", aberto ao acaso ou previamente programado para estudo em sequência.

Fazer comentários breves sobre o trecho lido, trocando opiniões com o grupo quanto à aplicação dos ensinamentos na vida diária, evitando discussões, críticas e julgamento de membros do grupo ou de conhecidos em função da mensagem evangéilica.

A reunião deve ser dirigida por um membro da família ou pela pessoa que tiver mais conhecimento doutrinário, que deverá estimular a participação de todos e conduzir as explicações ao nível do entendimento prático dos presentes. Pode-se fazer outras leituras afins.

A duração deve ser de até 30 minutos, no máximo, incluindo a prece de encerramento, em que se agradecerá a assitência espiritual, lembrando a próxima reunião.
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OBSERVAÇÕES, CUIDADOS E SUGESTÕES

OBSERVAÇÕES

O Dia da semana e o horário mais adequados a todos os participantes devem ser escolhidos livremente.

O tempo de duração é flexível.

CUIDADOS

Uma vez escolhidos, o dia da semana e o horário de realização do Evangelho no Lar devem ser respeitados. Assiduidade e pontualidade são importantes para o bom contato com o Plano Espiritual.

Não transferir ou suspender a reunião em virtude de visita inesperada, hóspedes (podendo-se convidá-los a participar da reunião), compromissos de última hora, etc....

Não transformar a reunião em trabalho mediúnico.

Tomar todo o cuidado para não criar polêmicas, acusações ou desvio para outros assuntos.

SUGESTÕES

Pode-se colocar água para ser fluidificada pelos Espíritos presentes, no transcorrer da reunião. Música suave pode contribuir para melhor ambientação, auxiliando as vibrações e preces.

Quando houver crianças, é recomendável que se escolham livros apropriados com "Jesus no Lar", "Alvorada Cristã", "O Evangelho da Meninada", "Cartilha do Bem", "Histórias que Jesus Contou", "Os Meus Deveres" dentre outros.

Podem ser feitas leituras complementares alternativas (jornais, revistas, atualidades) que ofereçam conteúdo adequado à reflexão, conforme os objetivos do Evangelho no Lar.
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BIBLIOGRAFIA DE APOIO

"Organizemos o nosso agrupamento doméstico do Evangelho.
O Lar é o organismo social. Em casa, começa nossa missão no mundo."
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Luz no Lar. Ditado pelo Espírito Scheilla.

Evangelho No Lar - Livros de Leitura EdificanteBibliografia de apoio para o Evangelho No Lar:

O Evangelho Segundo O Espiritismo,de Kardec;
Fonta Viva, de Emmanuel;
Palavras de Vida Eterna, de Emmanuel;
Estude e Viva, de Emmanuel e André Luiz;

"Porque onde estiverem reunidos em meu nome, lá estarei presente." Jesus. (MATEUS, 18:20.)

"Organizemos o nosso agrupamento doméstico do Evangelho. O Lar é o coração do organismo social. Em casa, começa nossa missão no mundo Entre as paredes do templo familiar, preparamo-nos para a vida com todos. Seremos, lá fora, no grande campo da experiência pública, o prosseguimento daquilo que já somos na intimidade de nós mesmos. Fujamos à frustração espiritual e busquemos no relicário doméstico o sublime cultivo dos nossos ideaiscom Jesus. O Evangelho foi iniciado na Manjedoura e demorou-se na casa humilde e operosa de Nazaré, antes de espraiar-se pelo mundo. Sustentemos em casa a chama de nossa esperança, estudando a Revelação Divina, praticando a fraternidade e crescendo em amor e sabedoria, porque, segundo a promessa do Evangelho Redentor, "onde estiverem dois ou três corações em Seu Nome", aí estará Jesus, amparando-nos para a ascensão à Luz Celestial, hoje, amanhã e sempre." Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Luz no Lar. Ditado pelo Espírito Scheilla.
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Culto Cristão no Lar

O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação.

A Boa-Nova seguiu da Manjedoura para a praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação no Pentecostes.

A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o teto simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no círculo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo.
Quando o ensinamento do Mestre vibre entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.

A observação impensada é ouvida sem revolta.
A calúnia é isolada no algodão do silêncio.
A enfermidade é recebida com calma.
O erro alheio encontra compaixão.
A maldade não encontra brechas para insinuar-se.

E aí, dentro desse paraíso que alguns já estão edificando, a benefício deles e dos outros, o estímulo é um cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é inspiração de todas as horas, o sorriso é a sombra de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou.

Somente depois da experiência evangélica do lar, o coração está realmente habitado para distribuir o pão divino da Boa-Nova, junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da romagem humana, em todas as circunstâncias.
Não olvidemos, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no santuário familiar, onde nos cabe o exemplo de paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom ânimo, sob o reinado legítimo do amor, porque, estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o Testamento da Luz, somos, cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e à apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.

Fonte: XAVIER, Francisco Cândido. Luz no Lar. Por diversos Espíritos. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1997. Cap. 1, p. 11-12.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O BEM E O MAL


O Bem e o Mal

“O mal não merece comentário em tempo algum” . Esse conhecido tema de reflexão é repleto de verdade, mas quando repercute em nosso íntimo geralmente encontra pouco eco, pois a nossa realidade cotidiana ainda é muito influenciada pela negatividade. O mal existe de forma intensa em nosso meio, predomina em nosso psiquismo e conseqüentemente retorna para o ambiente em que vivemos. O círculo é vicioso. A causa principal dessa tendência é a ignorância das leis universais e o materialismo, ou seja, a negação imortalidade e da vida espiritual futura. Esse bloqueio do ponto de vista espiritual impede o entendimento da diferença entre existir e viver e restringe a perspectiva humana aos seus limites objetivos e biológicos. A negação da vivência psicológica e da subjetividade espiritual enfatiza o mal na sua experiência, dando a impressão inversa de que o Bem é uma utopia, muitas vezes fora de cogitação. É desse desvio do ponto de vista que surgem conceitos como “os fins justificam os meios”. Somente a maturidade espiritual, adquirida pelas múltiplas existências, mesmo que o indivíduo não acredite nessa possibilidade de renascimento carnal, é que desperta o senso de justiça e a substituição gradual do mal pelo Bem. Essa substituição acontece silenciosamente nos bastidores da consciência individual, nas inúmeras experiências, simples ou marcantes, negativas ou positivas, nas quais o ser adquire novas formas de pensamento, de sentimentos e de atitudes. O livre arbítrio passa a ser utilizado com maior grau de responsabilidade e as pessoas começam a perceber que trazem consigo não somente o instinto de sobrevivênc ia biológica, mas um algo mais, uma equação existencial para ser solucionada num curto espaço de tempo. Uma existência de apenas 70 anos deixa de ser uma simples fonte de satisfação de prazeres da carne e dos vícios mentais e torna-se um veículo de realizações para despertar de novos desafios íntimos. Uma enorme sensação de insatisfação passa a ocupar o mundo íntimo dessas pessoas e suas cogitações sobre o tempo e as conquistas mudam totalmente de rumo, caso elas decidam realmente mergulhar em i próprias. Do contrário, frustram-se.

Então, o que fazer para evitar essa predisposição que temos em valorizar mais as coisas negativas do que as positivas? Como mudar essa crença de que o mal é sempre mais forte do que o bem? Estaríamos sendo incoerentes e hipócritas, num mundo hostil como a Terra, ao negarmos o mal e cultivarmos poeticamente o bem?

É senso comum, entre os espiritualistas, que nosso planeta é um típico mundo de expiações e provas, onde predomina o mal. Estamos numa fase de transição para uma categoria supero, de regeneração, ou seja, o mal ainda existirá por algum tempo, mas não será mais predominante. Os renascimentos traumáticos e as existências tumultuadas ainda serão comuns, mas diminuirão na medida que haja uma expansão do conhecimento superior e da consciência espiritualizada. O mal ainda predomina. Tudo bem! Mas também existe a possibilidade de se praticar o bem. Aliás, este é o real significado da categoria do nosso planeta, isto é, um campo de provas, de experiências, de tentativas, portanto de inúmeras possibilidade de se realizar o Bem. Fazer o bem em mundos superiores é fácil e até redundante; pode até ter valor como aprendizagem, mas não mais como fator evolutivo essencial. Nesses lugares se faz o bem por espontaneidade e não por necessidade de recuperar o tempo perdido ou pelo resgate de faltas. Essa possibilidade de fazer o bem num campo onde predomina o mal é uma prerrogativa do livre-arbítrio; ele é o recurso natural no qual o Ser realiza escolhas e toma decisões nas situações de prova, quase sempre contraditórias e confusas. Isso faz parte do jogo evolutivo. Como dizia o filósofo estóico Epicteto, ninguém progride sem demonstrar equilíbrio diante das coisas contraditórias. É nas situações confusas e desesperadoras que a mente humana adquire experiência real, supera limites, fica mais inteligente e finalmente se transforma no reduto de poderosas forças morais.

Portanto, no planeta Terra, o Bem não é apenas poesia ou ficção. Ele é uma realidade que está ligada às forças naturais de transformação que impulsionam os seres e as coisas rumo à perfeição. Já o mal é uma possibilidade momentânea de estagnação, pelas forças retrógradas, que trabalham em sentido contrário, mas sempre funcionando como suporte secundário de leis superiores. Por isso se diz que Deus escreve certo por linhas tortas. Sendo uma força de transformação, a prática do Bem gera mudanças em nosso mundo interior e no ambiente em que vivemos. Quando não conseguimos essa mudança de forma imediata, ainda assim entramos em processo íntimo de mudança, de ampliação do grau de consciência, mesmo porque o mal sempre nos causa uma incômoda dinâmica de insatisfação e infelicidade. Mesmo aqueles seres maus e intransigentes são marcados p or essa insatisfação, feridos pelo espinho constante da consciência. Esse também é o motivo provável pelo qual muitas pessoas boas, inteligentes, cheias de vida e de futuro promissor, morrem ainda jovens e repentinamente. Muitos desses casos são pessoas que passam por experiências íntimas imperceptíveis aos olhos alheios e que atingem um grau de transformação suficiente numa existência, não necessitando mais conviver em ambientes atrasados e maléficos, a não ser que queiram, por questões pessoais ou de auxílio ao próximo.

Estando infelizes e insatisfeitos, geralmente procuramos uma mudança que possa alterar esse estado desagradável e que nos causa sentimentos negativos. Não estando conscientes dessa situação de mudança íntima, cedemos aos impulsos inferiores: pensamentos negativos, comentários maldosos, inveja, auto-destruição, etc, com se fosse um prazer emocional que nos faz suportar as situações difíceis. Mas é um prazer egoísta e solitário, que engana e agrava os sentimentos e emoções e só faz aumentar a insatisfação e sofrimento por estarmos numa condição espiritual inferior. Daí vem o pessimismo, a descrença no Bem e a supervalorização do mal. Na maioria das vezes só conseguimos reverter positivamente essa situação quando sofremos e derramamos lágrimas de reflexão. Afirmam os sábios que é preciso saber chorar e tirar proveito reflexivo das lágrimas. Assim evoluímos. Do contrário, o que sobra depois delas é o desencanto, a revolta, a sensação de impotência, fracasso e a estagnação. Aqui também, geralmente, se forma um círculo vicioso.

Dalmo Duque dos Santos

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"Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas ..Confúcio"

"O maior projecto da vida é o amor...Segue-o" cravo

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

AS TRÊS REVELAÇÔES




INTRODUÇÃO

Revelar, do latim "revelare", significa, literalmente, sair sob o véu, e, figuradamente, descobrir, dar a conhecer uma coisa secreta ou desconhecida.

A característica essencial de qualquer revelação tem de ser a verdade. Revelar o segredo é tornar conhecido um fato; se é falso, já não é um fato e, por conseqüência, não existe revelação.

No sentido especial da fé religiosa, a revelação se refere, mais particularmente, das coisas espirituais que o homem não pode descobrir por meio da inteligência, nem com o auxílio dos sentidos, e cujo conhecimento lhe dá Deus através de Seus mensageiros, quer por meio da palavra direta, quer pela inspiração. Neste caso, a revelação é sempre feita a homens predispostos, designados sob o nome de profetas ou messias.

Todas as religiões tiveram seus reveladores, e estes, embora longe estivessem de conhecer toda a verdade, tinham uma razão de ser providencial, porque eram apropriados ao tempo e ao meio em que viviam, ao caráter particular dos povos a quem falavam, e aos quais, eram relativamente superiores.

Allan Kardec [A Gênese - cap I] assevera que três foram as grandes revelações da Lei de Deus: a primeira representada por Moisés, a segunda por Jesus e a terceira e última revelação pelo Espiritismo.

Em [O Consolador], o benfeitor Emmanuel tange ao tema da seguinte forma:

"Até agora a Humanidade da era cristã recebeu a grande Revelação em três aspectos essenciais: Moisés trouxe a missão da Justiça; o Evangelho, a revelação insuperável do Amor e o Espiritismo, em sua feição de Cristianismo redivivo, traz, por sua vez, a sublime tarefa da Verdade."

PRIMEIRA REVELAÇÃO: MOISÉS

Moisés, como profeta, revelou aos homens a existência de um Deus único e soberano Senhor e orientador de todas as coisas; promulgou a lei do Sinai e lançou as bases da verdadeira fé. Como homem, foi o legislador do povo pelo qual essa primitiva fé, purificando-se, havia de espalhar-se por sobre a Terra.

Examinando o missionário, Emmanuel assim se refere:

"Moisés trazia consigo as mais elevadas faculdades mediúnicas, apesar de suas características de legislador humano. É inconcebível que o grande missionário dos judeus e da Humanidade pudesse ouvir o espírito de Deus. Estais, porém habilitados a compreender que a Lei, ou a base da Lei (os Dez Mandamentos), foi-lhe ditada pelos emissários de Jesus.

Examinando-se os seus atos enérgicos de homem, há a considerar as características da época em que se verificou sua grande tarefa. Com expressões diversas, o grande enviado não poderia dar conta exata de suas preciosas obrigações, em face da Humanidade ignorante e materialista."

A LEI MOSAICA

Há duas partes distintas na lei mosaica: a lei de Deus, promulgada sobre o Monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, estabelecida pelo próprio Moisés. Uma é invariável; a outra é apropriada aos costumes e ao caráter do povo e se modifica com o tempo.

A primeira, é lei de todos os tempos e de todos os países, e tem, por isso mesmo, um caráter divino. A segunda, foi criada pelo missionário para manter o temor de um povo naturalmente turbulento e indisciplinado, no qual tinha de combater abusos arraigados e preconceitos adquiridos durante a servidão do Egito.

André Luiz, referindo-se a parte divina da Lei Mosaica, diz:

"Os Dez Mandamentos recebidos mediunicamente pelo profeta, brilham ainda hoje por alicerce de luz na edificação do Direito, dentro da ordem social."

O mesmo autor, em [Evolução em Dois Mundos], traduz o Decálogo para uma visão atual, escrevendo:"Consagra amor supremo ao Pai de Bondade Eterna, nele reconhecendo a tua divina origem.

Precata-te contra os enganos do antropomorfismo, porque padronizar os atributos divinos absolutos pelos acanhados atributos humanos é cair em perigosas armadilhas da vaidade e do orgulho.

Abstém-te de envolver o julgamento divino na estreiteza de teus julgamentos.Recorda o impositivo da meditação em teu favor e em benefício daqueles que te atendem na esfera de trabalho, para que possas assimilar com segurança os valores da experiência.

Lembra-te de que a dívida para com teus pais terrestres é sempre insolvável por sua natureza sublime.

Responsabilizar-te-ás pelas vidas que deliberadamente extinguires.

Foge de obscurecer ou conturbar o sentimento alheio, porque o cálculo delituoso emite ondas de força desorientada que voltarão sobre ti mesmo.

Evita a apropriação indébita para que não agraves as próprias dívidas.

Desterra de teus lábio toda palavra dolosa a fim de que se não transforme, um dia, em tropeço para os teus pés.

Acautela-te contra a inveja e o despeito, a inconformação e o ciúme, aprendendo a conquistar alegria e tranqüilidade, ao preço do esforço próprio, porque os teus pensamentos te precedem os passos, plasmando-te, hoje, o caminho de amanhã."

QUADRO I - O Decálogo

1. Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás deuses estrangeiros diante de mim. Não farás para ti imagens de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima no Céu, e do que há embaixo na terra, nem de coisa que haja nas águas, debaixo na terra. Não andarás, nem lhes darás culto.

2. Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.

3. Lembra-te de santificar o dia de sábado.

4. Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a Terra.

5. Não matarás.

6. Não cometerás adultério.

7. Não furtarás.

8. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

9. Não desejarás a mulher do próximo.

10. Não cobiçarás a casa do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem outra coisa alguma que lhe pertença.

Fonte: [ESE-cap I]

SEGUNDA REVELAÇÃO: JESUS

A segunda grande revelação da Lei de Deus, na concepção Kardequiana, foi apresentada por Jesus, o Divino Governador da Terra.

Segundo o benfeitor André Luiz [Evolução em Dois Mundos]:

"Com Jesus, a religião, como sistema educativo, alcança eminência inimaginável. Nem templos de pedras, nem rituais. Nem hierarquias efêmeras, nem avanço ao poder humano. O Mestre desaferrolha as arcas do conhecimento enobrecido e distribui-lhe os tesouros."

Allan Kardec, examinando a Revelação Cristã, lembra que:

"O Cristo, tomando da antiga lei o que é eterno e divino e rejeitando o que era transitório, puramente disciplinar e de concepção humana, acrescentou a revelação da vida futura, de que Moisés não falara, assim como a das penas e recompensas que aguardam o homem depois da morte."

Acrescenta Kardec que a filosofia cristã estava sedimentada em uma concepção inteiramente nova da Divindade. Esta já não era mais a concepção de um Deus terrível, ciumento, vingativo, como O apresentava Moisés, mas um Deus clemente, soberanamente bom e justo, cheio de mansidão e misericórdia, que perdoa ao vicioso e dá a cada um segundo as suas obras. Enfim, já não é o Deus que quer ser temido, mas o Deus que quer ser amado.

QUEM É JESUS?

Lembra o Espírito Emmanuel, que

"De forma alguma poderíamos fazer um estudo minucioso da psicologia de Jesus, por nos faltar maturidade espiritual para tanto."

No entanto, a respeito do Messias, sabe-se que foi Ele o Enviado de Deus, a representação do Pai junto ao rebanho de filhos transviados de seu amor e de sua sabedoria, cuja tutela foi-lhe confiada nas ordenações sagradas da vida no Infinito.

Diretor angélico do orbe terreno, acompanhou todo o processo de formação da Terra, o primórdio da vida no planeta, e vem seguindo, com a mais extremada atenção, a todos os espíritos que vinculados a este orbe, desenvolvem valores éticos e culturais.

Mostra Emmanuel que Jesus não pode ser compreendido como um simples filósofo, tendo-se em conta os valores divinos de sua hierarquia espiritual, conseguidos à custa de inumeráveis encarnações em mundos, hoje já inexistentes.

Esteve encarnado em nosso planeta uma única vez, e tornou-se, na expressão do Codificador, o "modelo e guia para a humanidade", haja vista ter sido Jesus o único Espírito Puro a envolver-se nos fluidos carnais da Terra.

OS EVANGELHOS

A Mensagem Cristã encontra-se distribuída nos quatro evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), nas Epístolas apostólicas, nos Atos dos Apóstolos e no Apocalipse de João.

Uma análise crítica dos Evangelhos e das Cartas Apostólicas, leva-nos, naturalmente, ao encontro de algumas passagens pouco aceitáveis, ilógicas ou até mesmo absurdas: "A tentação no deserto", "A expulsão dos vendilhões do templo" e muitos pensamentos colocados na boca de Jesus, não resistem a uma análise racional por encontrarem-se em evidente contradição com os mais elementares princípios da lógica, da justiça e da caridade.

Estes desencontros evangélicos em nada desmerecem a obra, que é, segundo Kardec, "código universal da moral", mas despertam nossa atenção para alguns detalhes vinculados a ela:

a) As Adulterações Involuntárias: Jesus nada escreveu. Acredita-se que as primeiras anotações tenham surgido muito tempo depois da sua morte. Marcos, Lucas e Paulo não chegaram a conhecer o Messias e, portanto, colheram informações de outras fontes. Todos essas evidências levam-nos a acreditar que determinadas colocações apresentadas nos Evangelhos não correspondem à realidade absoluta dos fatos. Certamente, ocorreram adulterações involuntárias.

b) Os Enxertos dos Evangelistas: Notamos, ao examinarmos os Evangelhos, que uma preocupação básica ocupava a mente dos evangelistas: provar que Jesus era de fato o Messias aguardado pelos judeus. Para que a Mensagem cristã viesse a vingar na Palestina, esta idéia deveria prevalecer. Acredita-se então, que algumas passagens da Boa Nova não ocorreram realmente, mas foram acrescentadas às anotações com esse objetivo. "O nascimento de Jesus em Belém", "a hipotética viagem ao Egito", a "Tentação no deserto" e muitas outras passagens teriam sido enxertadas para provar a tese de que Jesus era o Salvador dos Judeus, o Enviado de Jeová.

c) As Adulterações Posteriores da Igreja: muitas anotações verificadas nos textos bíblicos de hoje não são identificadas nas versões originais, mostrando que foram acrescentadas posteriormente.Para justificar certos dogmas, alguns sacramentos e determinadas práticas religiosas, certos representantes da Igreja, ainda nos primeiros séculos da era Cristã, acrescentaram aos textos originais idéias, princípios e passagens que na realidade não ocorreram.

TERCEIRA REVELAÇÃO: ESPIRITISMO

Allan Kardec apresenta o Espiritismo como sendo a Terceira Revelação da Lei de Deus, o Consolador prometido aos homens por Jesus, conforme anunciado por [João-XIV:15-17, 26]:

"Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito da Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. - Mas o Consolador, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito."

Kardec, examinando o tema, afirma:

"O Espiritismo vem, no tempo assinalado, cumprir a promessa do Cristo. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas, fazendo compreender o que o Cristo só disse em parábolas. O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos porque ele fala sem figuras e alegorias."

Da mesma maneira que Jesus não veio destruir a lei mosaica, apresentada 15 séculos antes Dele por Moisés, assim também o Espiritismo não vem derrogar a lei cristã mas completá-la, desenvolvê-la, enriquecê-la.

Nesse sentido, o Espiritismo se propõe a revelar tudo aquilo que Jesus não pode dizer àquela época em função da pouca maturidade espiritual de sua gente. Ele é, portanto, obra do Cristo, que o preside e o acompanha, objetivando a recuperação moral da humanidade.

O CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA

Do ponto de vista de uma revelação religiosa, o Espiritismo apresenta algumas características particulares:

a) Estruturação Coletiva

A primeira revelação teve a sua personificação em Moisés, a segunda no Cristo, a terceira não a tem em indivíduo algum; as duas primeiras foram individuais, a terceira coletiva; aí está um caráter essencial de grande importância. Ela é coletiva no sentido de não ser feita ou dada como privilégio a pessoa alguma; ninguém, por conseqüência, pode inculcar-se como seu profeta exclusivo; foi espalhada simultaneamente, por sobre a Terra, a milhões de pessoas, de todas as idades e condições, desde a mais baixa até a mais alta da escala.

Lembra Kardec:

"Que as duas primeiras revelações, sendo fruto do ensino pessoal ficaram forçosamente localizadas, isto é, apareceram num só ponto, em torno do qual a idéia se propagou pouco a pouco; mas foram precisos muitos séculos para que atingissem as extremidades do mundo, sem mesmo o invadirem inteiramente. A terceira tem isto de particular: não estando personificada em um só indivíduo, surgiu simultaneamente em milhares de pontos diferentes, que se tornaram centros ou focos de irradiação."

b) Origem Humano-Espiritual

Surgindo o Espiritismo numa época de emancipação e madureza espiritual, em que a inteligência, já desenvolvida, não se resigna a representar papel passivo; em que o homem nada aceita às cegas, mas quer ver aonde o conduzem, quer saber o porquê e o como de cada coisa - tinha ela de ser ao mesmo tempo o produto de um ensino e o fruto do trabalho, da pesquisa e do livre exame. Assim sendo, os Espíritos propõem-se a ensinar somente aquilo que é mister para guiar o homem no caminho da verdade, mas se abstêm de revelar o que o homem pode descobrir por si mesmo, deixando-lhe o cuidado de discutir, verificar e submeter tudo ao cadinho da razão, deixando mesmo, muitas vezes, que adquira experiência à sua custa. Fornecem-lhe o princípio, os materiais; cabe-lhe, a ele, aproveitá-los e pô-los em obra.

O Espiritismo, portanto, tem uma dupla origem: espiritual, pois sua estrutura doutrinária foi em grande parte ditada por Espíritos Superiores preparados para este mister; e nesse sentido ele é uma revelação. Mas tem também uma origem humana, pois foi e continua sendo enriquecido, trabalhado e burilado por espíritas cultos e dedicados que dão o melhor de si no aperfeiçoamento da obra.

c) Caráter Progressivo

Um último caráter da revelação espírita é que, apoiando-se em fatos, tem de ser, e não pode deixar de ser, essencialmente progressiva como todas as ciências de observação. Por sua substância, alia-se à Ciência que, sendo a exposição das leis da natureza com relação a certa ordem de fatos, não pode ser contrária às leis de Deus, autor daquelas leis.

O Espiritismo pois, não estabelece como princípio absoluto senão o que se acha evidentemente demonstrado, ou o que ressalta logicamente da observação. Entendendo com todos os ramos da economia social, aos quais dá o apoio das suas próprias descobertas, assimilará sempre todas as doutrinas progressivas, de qualquer ordem que sejam, desde que hajam assumido o estado de verdades práticas.

Kardec, a respeito desse caráter, emite vários pensamentos notáveis:"Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará." [A Gênese - cap I ,it 55]

"Somente as religiões estacionárias podem temer as descobertas da Ciência." [A Gênese - cap IV, it 10]

"As religiões, sejam quais forem, jamais ganharam coisa alguma em sustentar erros manifestos." [A Gênese - -cap IV, it 9]

"Não há revelação que se possa sobrepor à autoridade dos fatos." [A Gênese - cap IV, it 8]

"A melhor religião será a que melhor satisfaça à razão e às legítimas aspirações do coração e do espírito; que não seja em nenhum ponto desmentida pela ciência positiva, que em vez de se imobilizar, acompanhe a humanidade em sua marcha progressiva, sem nunca deixar que a ultrapassem." [A Gênese - cap XVII, it 32]

"Se uma nova lei for descoberta, tem a Doutrina Espírita que se por de acordo com essa lei. Não lhe cabe fechar a porta a nenhum progresso, sob pena de se suicidar. Assimilando todas as idéias reconhecidamente justas, de qualquer ordem que sejam, físicos ou metafísicos, ela jamais será ultrapassada, constituindo isso uma das principais garantias de sua perpetuidade." [Obras Póstumas - 2ª parte]

BIBLIOGRAFIA

1) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec

2) A Gênese - Allan Kardec

3) Obras Póstumas - Allan Kardec

4) A Caminho da Luz - Emmanuel/Chico Xavier

5) O Consolador - Emmanuel/Chico Xavier

6) Evolução em Dois Mundos - André Luiz/Chico Xavier - Waldo Vieira

7) Cristianismo e Espiritismo - Leon Denis

8) Cristianismo: A mensagem esquecida - Hermínio Miranda

Apostila Original: Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora – MG

RESUMO DA DOUTRINA ESPÍRITA



Resumo da Doutrina Espírita

- Pontos Principais -

- Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.

- Criou o Universo, que abrange todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais.

- Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, isto é, dos Espíritos.

- O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo.

- O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir, ou não ter jamais existido, sem que por isso alterasse a essência do mundo espírita.

- Os espíritos revestem temporariamente um invólucro material perecível, cuja destruição pela morte lhes resituti a liberdade.

- Entre as as diferentes espécies de seres corpóreos, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos espíritos que chegaram a certo grau de desenvolvimento, dando-lhe superioridade moral e intelectual sobre as outras.

- A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório.

- Há no homem três coisas: 1) O corpo ou ser material análogo aos animais e animado pelo mesmo principio vital; 2) A alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 3) O laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito.

- Tem assim o homem duas naturezas: pelo corpo, participa da natureza dos animais, cujos instintos lhe são comuns; pela alma, participa da natureza dos Espíritos.

- O laço ou perispírito, que prende ao corpo o Espírito, é uma espécie de envoltório semimaterial. A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro. O Espírito conserva o segundo, que lhe constitui um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, porém que pode tornar-se acidentalmente visível e mesmo tangível, como sucede nos fenômenos das aparições.

- O Espírito não é, pois, um ser abstrato, indefinido, só possível de conceber-se pelo pensamento. É um ser real, circunscrito, que, em certos casos, se torna apreciável pela vista, pelo ouvido e pelo tato.

- Os espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais, nem em poder, nem em inteligência, nem em saber, nem em moralidade. Os da primeira Ordem são Espíritos superiores, que se distinguem dos outros pela sua perfeição, seus conhecimentos, sua proximidade de Deus, pela pureza de seus sentimentos e por seu amor do bem: são os anjos ou puros espíritos. Os das outras classes se acham cada vez mais distanciados dessa perfeição, mostrando-se os das categorias inferiores, na sua maioria, eivados das nossas paixões: o ódio, a inveja, o ciúme, o orgulho, etc. Comprazem-se no mal. Há também, entre os inferiores, os que não são nem muito bons nem muito maus, antes pertubadores e enredadores, do que perversos. A malícia e as inconsequências parecem ser o que neles predomina. São os Espíritos estúrdios ou levianos.

- Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. Todos se melhoram passando pelos diferentes graus da hierarquia Espírita. Esta melhora se efetua por meio da encarnação, que é imposta a uns como expiação, a outros como missão. A vida material é uma prova que lhes cumpre sofrer repetidamente, até que haja atingido a absoluta perfeição moral.

- Deixando o corpo, a alma volve ao mundo dos Espíritos, donde saíra, para passar por nova eixstência material, após um lapso de tempo mais ou menos longo, durante o qual permance em estado de Espírito errante.

- Tendo o Espírito que passar por muitas encarnações, segue-se que todos nós temos tido muitas existências e que teremos ainda outras, mais ou menos aperfeiçoadas, quer na Terra, quer em outros mundos.

- A encarnação dos Espíritos se dá semrpe na espécie humana; seria erro acreditar-se que a alma ou Espírito possa encarnar no corpo de um animal.

- As diferentes existências do corpóreas do Espírito são sempre progressivas e nunca regressivas; mas, a rapidez do seu progresso depende dos esforços que faça para chegar à perfeição.

- As qualidades da alma são as do Espírito que está encarnado em nós; assim, o homem de bem é a encarnação de um bom espírito, o homem perverso a de um Espírito impuro.

- A alma possuía sua individualidade antes de encarnar; conserva-a depois de se haver separado do corpo.

- Na sua volta ao mundo dos Espíritos, encontra ela todos aqueles que conhecera na Terra, e todas as suas existências anteriores se lhe desenham na memória, com a lembrança de todo bem e de todo mal que fez.

- O Espírito encarnado se acha sob a influência da matéria; o homem que cence esta influência, pela elevação e depuração de sua alma, se aproxima dos bons Espíritos, em cuja companhia um dia estará. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões, e põe todas as suas alegrias na satisfação dos apetites grosseiros, se aproxima dos Espíritos impuros, dando preponderância à sua natureza animal.

- Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do Universo.

- Os não encarnados ou errantes não ocupam uma região determinada e circunscrita; estão por toda parte no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos de contínuo. É toda uma população invisível, a mover-se em torno de nós.

- Os Espíritos exercem incessante ação sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico. Atuam sobre a matéria e sobre o pensamento e constituem uma das potências da Natureza, causa eficente de uma multidão de fenômenos até então inexplicados ou mal explicados e que nào encontram explicação racional senão no Espiritismo.

- As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentando nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os maus nos impelem para o mal: é-lhes um gozo ver-nos sucumbir e assemelhar-nos a eles.

- As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As ocultas se verificam pela influência boa ou má que exercem sobre nós, à nossa revelia. Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas se dão por meio da escrita, da palavra ou de outras manifestações materiais, quase sempre pelo médiuns que lhe servem de instrumentos.

- Os Espíritos se manifestam espontaneamtne ou mediante evocação.

- Podem evocar-se todos os Espíritos: os que animaram homens obscuros, como das personagens mais iluestres, seja qual for a época em que tenham vivido; os de nossos parentes, amigos, ou inimigos, e obter-se deles, por comunicações escritas ou verbais, conselhos, informações sobre a situação em que se encontram no Além, sobre o que pensam a nosso respeito, assim como as revelações que lhes sejam permitidas fazer-nos.

- Os Espíritos são atraídos na razão da simpatia que lhes inspire a natureza moral do meio que os evoca. Os Espíritos superiores se comprazem nas reuniões sérias, onde predominam o Amor do bem e o desejo sincero, por parte dos que as compõesm, de se instruírem e melhorarem. A presença deles afasta os Espíritos inferiores que, inversamente, encontram livre acesso e podem obrar com toda a liberdade entre pessoas frívolas ou impelidas unicamente pela curiosidade e onde quer que existam maus instintos. Longe de se obterem bons conselhos, ou informações úteis, deles só se devem esperar futilidades, mentiras, gracejos de mau gosto, ou mistificações, pois que muitas vezes tomam nomes venerados, a fim de melhor induzirem ao erro.

- Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. Os Espíritos superiores usam constantemente de linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade, escoimada de qualquer paixão inferior; a mais pura sabedoria lhes transparece dos conselhos, que objetivam sempre o nosso melhoramento e o bem da humanidade. A dos Espíritos inferiores, ao contrário, é inconsequente, amiúde trivial e até grosseira. Se, por vezes, dizem alguma coisa boa e verdadeira, muito mais vezes dizem falsidades e absurdos, por malícia ou ignorância. Zombam da credulidade dos homens e se divertem à custa dis que interrogam, lisonjeando-lhes a vaidade, alimentando-lhes os desejos com falazes esperanças. Em resumo, as comunicações sérias, na mais ampla acepção do termo só são dadas nos centros sérios, onde reine íntima comunhão de pensamentos, tendo em vista o bem.

- A moral dso Espíritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta máxima evangélica: fazer aons outros o que quereríamos que os outros nos fizessem, isto é, fazer o bem e não o mal. Neste princípio encontra o homem uma regra universal de proceder, mesmo para as suas menores ações.

- Ensinam-nos que o egoísmo, o orgulho, a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza nanimal, prendendo-nos à matéria; que o homem que, já neste mundo, se desliga da matéria, desprezando as futilidades mundanas e amando o próximo, se avizinha da natureza espiritual; que cada um deve tornar-se útil, de acordo com as faculdades e os meios que Deus lhes pôs nas mãos para experimentá-lo; que o Forte e o Poderoso devem amparo e poteção ao Fraco, porquanto transgride a Lei de Deus aquele que abusa da força e do poder para oprimir o seu semelhante. Ensinam, finalmente, que, no mundo dos Espíritos nada podendo ser oculto, o hipócrita será desmascarado, e patenteadas todas as suas torpezas; que a presença inevitável, e de todos os instantes, daqueles para com quem houvermos procedido mal constitui um dos castigos que nos estão reservados; que ao estado de inferioridade e superioridade dos Espíritos correspondem penas e gozos desocnhecidos na Terra.

- Mas, ensinam também não haver faltas irremessíveis, que a expiação não possa apagar. Meio de consegui-lo encontra o homem nas diferentes existências que lhe permitem avançar, conformemente aos seus desejos e esforços, na senda do progresso, para a perfeição, que é o seu destino final.

O QUE É O ESPÍRITISMO?




O que é o Espiritismo:

É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, o Céu e o Inferno e A Gênese.

É o Consolador prometido que veio, no devido tempo, recordar e complementar o que Jesus ensinou, "restabelecendo todas as coisas no seu verdadeiro sentido", trazendo, assim, à Humanidade as bases reais para sua espiritualização.

O que revela:

Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que reagem a vida.

Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.

Qual a sua abrangência:

Trazendo conceitos novos sobre o homen e tudo o que cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humano.

Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional e social.

Prática Espírita:

Toda a prática espírita é gratuita, dentro do princípio do Envangelho: "Dai de graça o que de graça recebeste".

A prática Espírita é realizada sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.

O Espiritismo não tem corpo sacerdotal e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, búzios ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.

O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-los, a submeter os seus ensaios ao crivo da razão, antes de aceitá-los.

A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adote.

Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.

O Espiritismo respeita todas as religiões, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que "o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza".

"Nascer, morrer, renascer, ainda, e progredir sempre, tal é a lei."

"Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade."

"Fora da caridade não há salvação."

O estudo das obras de Allan Kardec é fundamental para o correto conhecimento da Doutrina Espírita.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

MORTE PREMATURA: CRIANÇAS NO MUNDO ESPIRITUAL


MORTE PREMATURA: CRIANÇAS NO MUNDO ESPIRITUAL

CAUSAS DAS MORTES PREMATURAS

Como explicar a situação da criança, cuja vida material se interrompe? E por que esse fato ocorre? Duas indagações que surgem naturalmente ao nos depararmos com a morte na infância.

Allan Kardec [LE-qst 199] registra o pensamento dos Espíritos Superiores:

"A duração da vida da criança pode ser, para seu Espírito, o complemento de uma vida interrompida antes do tempo devido, e sua morte é freqüentemente uma prova ou uma expiação para os pais."

Observamos pelo exposto que a morte prematura está quase sempre vinculada a erro grave de existência pretérita: almas culpadas que transgrediram a Lei geral que vige os destinos da criatura e retornam à carne para recomporem a consciência ante o deslize. São, muitas vezes, ex-suicídas (conscientes ou inconscientes) que necessitam do contato com os fluidos materializados do planeta, para refazerem a sutil estrutura eletromagnética de seu corpo espiritual.

Lembram ainda os Benfeitores que os pais estão igualmente comprometidos com a Lei de Causa e Efeito e, na maioria das vezes, foram cúmplices ou causadores indiretos da falta que gerou o sofrimento de hoje.

Emmanuel [Criança no Além-prefácio] afirma:

"Porque a desencarnação de crianças, vidas tolidas em flor?

Muitos problemas observados exclusivamente do lado físico, assemelha-se a enigmas de solução impraticável; entretanto, examinados do ponto de vista da imortalidade e do burilamento progressivo da alma, reconhecer-se-á que o Espírito em evolução pode solicitar conscientemente certas experiências ou ser induzido a ela em benefício próprio.

Nas realizações terrestres, é comum a vinculação temporária de alguém a determinado serviço por tempo previamente considerado.

Há quem renasça em limitado campo de ação para trabalho uniforme em decênios de presença pessoal e há quem se transfira dessa ou daquela tarefa para outra, no curso da existência, dependendo, para isso, de quotas marcadas de tempo. Encontramos amigos que efetuam longos cursos de formação profissional em lugares distantes do recanto em que nasceram e outros que se afastam, a prazo curto, da paisagem que lhes é própria, buscando as especializações de que se observam necessitados. E depois destes empreendimentos concluídos, através de viagens que variam de tipo, segundo as escolhas que façam, ei-las de regresso aos locais de trabalho em cuja estruturação se situam.

Esta é a imagem a que recorremos para que a desencarnação de crianças seja compreendida, no plano físico, em termos de imortalidade e reencarnação."

Casos, no entanto, existem que não estão inseridos no processo de Ação e Reação e configuram sim, ações meritórias de Espíritos missionários que renascem para viverem poucos anos em contato com a carne em função de tarefas espirituais. É o que afirma André Luiz:

"Conhecemos grandes almas que renasceram na Terra por brevíssimo prazo, simplesmente com o objetivo de acordar corações queridos para a aquisição de valores morais, recobrando, logo após o serviço levado a efeito, a expectativa apresentação que lhes era custumeira."

CRIANÇAS NO PLANO ESPIRITUAL

Com relação à posição espiritual dos Espíritos que desencarnam na infância, André Luiz informa-nos que todos eles são recolhidos em Instituições apropriadas, não se encontrando Espíritos de crianças nas regiões umbralinas.

Há inúmeras descrições espirituais de Escolas, parques, colônias e instituições diversas consagradas ao acolhimento e amparo às crianças que retornam do Planeta através da desencarnação.

Chico Xavier, analisando a situação espiritual e o grau de lucidez desses Espíritos diz:

"Os benfeitores espirituais habitualmente nos esclarecem que a criança desencarnada no Mais Além, recobra parcialmente valores da memória, quando na condição de Espírito, tenha já entesourado alta gama de conhecimentos superiores, com pouco tempo depois da desencarnação, conseguindo, por isso, formular conceitos e anotações de acordo com a maturidade intelectual adquirida com laborioso esforço.

O mesmo não acontece com o Espírito que ainda não adquiriu patrimônio de experiência mais dilatados, seja por estar nos primeiros degraus da evolução humana ou por essência de aplicação pessoal ao estudo e a observação dos acontecimentos.

Para o Espírito nesse estágio, o desenvolvimento na vida espiritual é semelhante ao que se verifica no plano físico em que o ser humano é compelido a aprender vagarosamente as lições da existência e adiantar-se gradativamente, conforme as exigências do tempo."

André Luiz [Entre a Terra e o Céu] vai pronunciar-se da mesma forma: "Acreditamos que o menino desencarnado retomasse, de imediato, a sua personalidade de adulto ... Em muitas situações, é o que acontece quando o Espírito já alcançou elevado estágio evolutivo.

Contudo, para a grande maioria das crianças que desencarnaram, o caminho não é o mesmo. Almas ainda encarceradas no automatismo inconsciente, acham-se relativamente longe do autogoverno. Jazem conduzidos pela Natureza, à maneira de criancinhas no colo materno. É por esse motivo que não podemos prescindir de períodos de recuperação, para que se afasta do veículo físico, na fase infantil."

QUADRO XII - Morte Prematura – Possibilidades

- Assumir a forma da última existência

- Conservar a forma infantil que vai se desenvolvendo à semelhança do que ocorre na Terra

- Reencarnar pouco tempo depois do falecimento



Bibliografia

1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec

2) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec

3) Entre a Terra e o Céu - André Luiz/Chico Xavier

4) Resgate e Amor - Tiaminho/Chico Xavier

5) Escola no Além - Claudia/Chico Xavier

6) Crianças no Além - Marcos/Chico Xavier

Apostila Original: Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora - MG

O ESQUECIMENTO DO PASSADO


O ESQUECIMENTO DO PASSADO

INTRODUÇÃO

O esquecimento do passado é considerado a mais séria das objeções contra a reencarnação. Como pode o homem aproveitar da experiência adquirida em suas anteriores existências, quando não se lembra delas? Pois que, desde que lhe falta essa reminiscência, cada existência é para ele qual se fora a primeira; deste modo está sempre a recomeçar... Pareceria ilógico fazer-nos expiar em uma existência faltas cometidas nas vidas passadas, de que tivéssemos perdido a lembrança. Enfim, se o homem já viveu, pergunta-se: por que não se lembra de suas existências passadas?

RAZÕES DO ESQUECIMENTO

Allan Kardec [LE-qst 392-399] [ESE-cap V it 11] vai examinar essa questão.

Depois de concluir que o esquecimento do passado atesta a sabedoria de Deus, pois a lembrança de existências anteriores traria inconvenientes muito graves, o Codificador apresenta as principais razões do ponto de vista moral:

a) A lembrança do passado traria perturbações inevitáveis às relações sociais: o Espírito renasce freqüentemente no mesmo meio em que viveu, e se encontra em relação com as mesmas pessoas a fim de reparar o mal que lhes tenha feito. Se nelas reconhecesse as mesmas que havia odiado, talvez o ódio reaparecesse. De qualquer modo, ficaria humilhado perante aquelas pessoas que tivesse ofendido.

Quantos ódios milenares são desfeitos em uma existência quando os adversários de ontem se reencontram na condição de pai e filho, de mãe e filha ou de irmãos consanguíneos? Se eles tivessem na consciência a lembrança das faltas cometidas uns contra os outros, dificilmente conseguiriam pacificar as relações. De tudo isto deduz-se que a lembrança do passado perturbaria as relações sociais e tornar-se-ia um entrave ao progresso.

b) Pelo esquecimento do passado o homem é mais ele mesmo: livre da reminiscência de um passado importuno, o homem viverá com mais liberdade, terá maior mérito em praticar o bem, e poderá exercitar seu livre-arbítrio de forma mais ampla.

A lembrança do passado poderia humilhar o Espírito culpado levando-o a muitos processos de auto-depreciação, como poderia também exaltar o orgulho dos Espíritos que tiveram um passado de destaque em qualquer área da atividade humana.

A vida terrestre é, algumas vezes, difícil de suportar; ainda mais o seria se, ao cortejo dos nossos males atuais, acrescesse a memória dos sofrimentos ou das vergonhas passadas;

c) O esquecimento do passado arrefece o complexo de culpa, dando condições ao Espírito culpado de renovar-se psiquicamente: muitos Espíritos faltosos encontram-se em terríveis sofrimentos purgatoriais. Nas diversas esferas da erraticidade, em função de um remorso estanque, de uma culpa neurótica, sem estrutura psicológica para reparar o passado através da prática do bem e de uma atitude mental positiva.

Esquecendo o passado, ele mergulha em nova vida, onde as oportunidades de ressarcimento se lhe apresentarão naturalmente sem que o remorso paralisante atormente a sua consciência frágil;

d) O esquecimento do passado é uma condição temporária: ocorre apenas durante a vida física. Volvendo à vida espiritual, readquire o Espírito a lembrança do passado. Nada mais há, portanto, do que uma interrupção temporária, semelhante à que se dá na vida terrestre durante o sono.

Ao retornar à vida extra-física, o homem vai, paulatinamente (mais ou menos rapidamente em função de sua evolução), tomando ciência de suas experiências anteriores, e então, já mais lúcido e tranqüilo, tem condições de tomar decisões sábias, preparando-se para novas batalhas.

Há, ainda, outra argumentação filosófica: por acaso o fato de não nos lembrarmos da nossa infância representa prova de que essa infância não existiu? Quantos acontecimentos vivemos, muitos deles, inclusive, perpetuados em fotografias, em filmes ou em gravações, e deles nos esquecemos completamente?

Do ponto de vista científico, as razões que explicam porque perde o Espírito as lembranças do passado são de três ordens:

1. O restringimento do perispírito no processo encarnatório;

2. O estado de perturbação que acompanha o Espírito reencarnante;

3. A imaturidade das células do sistema nervoso central nos primeiros anos de vida.

Esses fatores se somando fazem com que em cada nova existência o Espírito se esqueça, em seu próprio benefício das experiências pretéritas.

INSTRUMENTOS DO PRESENTE

Se o homem esquece o passado, poder-se-ia objetar: como condu-zir-se diante das provas, das opções, das situações difíceis que se lhe depararão na nova existência? Qual o caminho a seguir? Qual a atitude a tomar?

Kardec diz:

"Deus nos deu, para nos melhorarmos, justamente o que necessitamos e nos é suficiente: a voz da consciência e as tendências instintivas. O homem traz ao nascer, aquilo que adquiriu. Ele nasce exatamente como se fez. Cada existência é para ele um novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi: se está sofrendo, é porque fez o mal, e suas tendências atuais indicam o que lhe resta corrigir em si mesmo. Examinando suas aptidões, seus defeitos suas inclinações inferiores ele pode inferir de seu passado e buscar elementos para reestruturar-se moral e intelectualmente. É sobre isso que ele deve concentrar toda a sua atenção, pois daquilo que foi completamente corrigido já não restam sinais." [ESE-cap V it 11]

Examinando sempre sua consciência, estudando atentamente o que é certo e errado ele encontrará o caminho ideal a seguir, pois cada um traz impresso em seu interior as necessidades prementes e as resoluções tomadas quando no mundo espiritual.

A estes fatores acrescem-se dois outros: a assistência dos bons Espíritos e as lembranças advindas durante o sono.

Não é somente após a morte que o Espírito terá recordações de suas outras existências. Muitas vezes, quando Deus julga útil, permite que o Espírito durante o desdobramento natural do sono, tenha lembranças fragmentárias de outras encarnações. Mesmo que não se lembre totalmente delas ao acordar, as manterá em seu campo psíquico sobre a forma de reflexos e condicionamentos positivos, que nos momentos de dúvida poderão auxiliá-lo a tomar as decisões corretas.

Por outro lado, todos nós, ao reencarnamos, passamos a ser assistidos por amigos espirituais que estarão ao nosso lado, sempre que necessário, velando por nós e nos inspirando nas decisões mais difíceis.

BIBLIOGRAFIA

1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec

2) O Que é o Espiritismo? - Allan Kardec

3) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec

Apostila Original: Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora - MG